Com base no texto sobre promoção de saúde bucal no contexto ...
( ) A atuação intersetorial e interdisciplinar no PSE envolve a equipe de saúde bucal, os demais membros das Equipes de Atenção Básica e os profissionais de educação, visando à atenção integral à saúde da comunidade escolar.
( ) A avaliação das condições de saúde bucal no ambiente escolar deve se limitar ao exame individual de cada educando, sem considerar fatores de risco como alimentação, uso de tabaco e condições de vida da comunidade, pois esses são indicadores sociais.
( ) A sistematização dos dados coletados sobre a saúde bucal dos educandos e os fatores de risco no ambiente escolar é fundamental para o planejamento de políticas e práticas de promoção da saúde bucal.
( ) As ações de promoção da saúde compreendem a educação em saúde, a higiene bucal supervisionada e a aplicação tópica de flúor, podendo ser realizadas pelo profissional de saúde bucal ou por professores previamente capacitados.
( ) A educação em saúde no PSE tem como objetivo apoiar os educandos na reflexão sobre seus hábitos de saúde, promovendo a autonomia e a transformação de práticas cotidianas em prol da saúde bucal.
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Promoção da saúde bucal no Programa Saúde na Escola (PSE), com foco em intersetorialidade, avaliação de riscos, sistematização de dados e ações educativas e preventivas (escovação supervisionada e fluoretação tópica).
Gabarito: Alternativa A (V – F – V – F – V)
(1) Verdadeiro. A lógica do PSE é intersetorial e interdisciplinar, articulando equipe de saúde bucal, demais profissionais da Atenção Básica e educação para cuidado integral da comunidade escolar. Referência: Ministério da Saúde/MEC – PSE (Portaria Interministerial nº 1.055/2017; Manual Instrutivo do PSE).
(2) Falso. Não se limita ao exame individual. Devem-se considerar fatores de risco e determinantes sociais (alimentação, tabaco, condições de vida, ambiente escolar). Isso orienta ações coletivas e vigilância em saúde. Referências: OMS – Health Promoting Schools; Caderno de Atenção Básica nº 17 – Saúde Bucal (MS).
(3) Verdadeiro. Sistematizar dados (condições bucais e riscos) é essencial para planejamento, monitoramento e avaliação das ações (ex.: registro no e-SUS/SISAB; indicadores do PSE). Diretriz: MS – PSE, Vigilância em Saúde Bucal.
(4) Falso. Educação em saúde e escovação supervisionada podem envolver professores capacitados. Porém, a aplicação tópica de flúor (gel/verniz) é ato de saúde realizado por cirurgião-dentista ou equipe auxiliar habilitada (TSB/ASB) sob supervisão, não por docentes. Base legal: Lei nº 11.889/2008 (atribuições TSB/ASB); MS – Caderno AB nº 17; recomendações nacionais de fluoretos.
(5) Verdadeiro. A educação em saúde no PSE busca autonomia e mudança de hábitos por meio de reflexão crítica e participação ativa dos educandos, alinhada à Carta de Ottawa e às escolas promotoras de saúde (OMS).
Pegadinhas e estratégia: Palavras como “limitar-se”, “apenas” e a inclusão de procedimentos clínicos por não profissionais costumam sinalizar erro. Valorize pistas de intersetorialidade e determinantes sociais.
Análise das alternativas incorretas:
B (V–V–F–F–V): erra os itens 2 e 3 (2 é F; 3 é V).
C (F–V–V–F–F): erra 1 (é V) e 5 (é V).
D (V–F–V–V–F): erra 4 (é F) e 5 (é V).
E (F–F–V–V–V): erra 1 (é V) e 4 (é F).
Referências essenciais: Ministério da Saúde/MEC – PSE (Portaria Interministerial nº 1.055/2017; Manual Instrutivo); MS – Caderno de Atenção Básica nº 17: Saúde Bucal; Lei nº 11.889/2008; OMS – Health Promoting Schools; Carta de Ottawa.
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