Em um estudo realizado, foi encontrada contaminação do local...
Para evitar contaminação no consultório odontológico por aerossóis, são indicados alguns cuidados. Marque a única alternativa que NÃO corresponde ao controle de infecção por aerossóis:
Gabarito comentado
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Tema central: controle de infecção por aerossóis em Odontologia. Motores, turbinas e ultrassom geram partículas finas que permanecem suspensas e se depositam em superfícies, aumentando risco de transmissão de microrganismos da flora oral (bactérias e fungos). Diretrizes da CDC/OMS/ANVISA recomendam um conjunto de medidas combinadas para mitigação.
Gabarito: E — “Abrir as janelas entre os atendimentos”.
Justificativa da alternativa correta (E): Apenas “abrir janelas entre os atendimentos” não configura medida padronizada de controle de aerossóis. Ventilação eficaz deve ser contínua e planejada (p.ex., ≥6–12 trocas de ar por hora, fluxo direcional, ou purificadores HEPA) durante e após os procedimentos, e não apenas entre pacientes. Abertura eventual de janelas é variável, pode criar correntes que dispersam aerossóis para áreas adjacentes e não garante taxas de renovação do ar adequadas. Referências: CDC – Guidelines for Infection Control in Dental Settings; OMS – recomendações de ventilação para serviços de saúde; ANVISA – Notas Técnicas sobre ventilação e IPC.
Análise das demais alternativas (corretas como medidas de controle):
- A – Uso adequado de EPI: máscara PFF2/N95 (quando aerosolização), proteção ocular/face shield, avental e luvas reduzem exposição a gotículas e aerossóis. Recomendado por CDC/ANVISA.
- B – Recobrimento de superfícies por filmes plásticos: embora atue sobre fômites, é crucial porque aerossóis se depositam em superfícies. Facilita a desinfecção e diminui contaminação cruzada. Diretriz CDC/ANVISA.
- C – Bochecho prévio com clorexidina 0,12%: reduz a carga microbiana salivar e as unidades formadoras de colônia nos aerossóis em até 60–90% por curto período, diminuindo bioaerossóis bacterianos. Evidência em revisões e na prática clínica; limitado para vírus, mas útil para flora oral.
- D – Acionamento de canetas/seringa por 20–30 s: a “purga” dos conjuntos d’água/rotatórios reduz contaminação e efeito de sucção/retração, diminuindo microrganismos liberados no início do uso. Recomendação da CDC para linhas de água odontológicas.
Estratégia de prova: Atenção ao termo “NÃO”. Entre alternativas, identifique medidas formalmente padronizadas (EPI, bochecho prévio, purga, barreiras). A opção E parece “boa prática”, mas é insuficiente e não padronizada para controle de aerossóis, faltando critérios de ventilação (ACH, HEPA, fluxo direcional).
Dica prática: Para controle efetivo, some: HVE (sucção de alto volume), dique de borracha, ventilação contínua adequada/HEPA, além das opções A–D.
Referências essenciais: CDC (Guidelines for Infection Control in Dental Health-Care Settings); OMS (Ventilation in health care facilities); ANVISA (Notas Técnicas sobre prevenção de infecção e ventilação); evidências sobre enxágue pré-procedimento e purga de linhas de água.
Mantenha o raciocínio crítico e procure sempre o conjunto de medidas com respaldo em diretrizes.
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