As afirmativas a seguir referem-se a classificação das doen...
As afirmativas a seguir referem-se a classificação das doenças periodontais, como gengivite, associada somente ao biofilme:
I.A gengivite em periodonto íntegro caracteriza-se por apresentar sítios com profundidade de sondagem menor ou igual a 3 mm, 10% ou mais de sítios com sangramento à sondagem, ausência de perda de inserção e de perda óssea radiográfica.
II.Na gengivite em periodonto reduzido, os pacientes apresentam sítios com profundidade de sondagem de até 3 mm, 10% ou mais dos sítios com sangramento à sondagem, perda de inserção e possível perda óssea radiográfica.
III.Na gengivite em periodonto reduzido, tratado periodontalmente, o paciente tem história de tratamento de periodontite, portanto, apresenta perda de inserção, sítios com bolsa periodontal maior que 3 mm, 10% ou mais dos sítios sem sangramento à sondagem e sem perda óssea radiográfica.
É correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Tema central: Classificação da gengivite associada ao biofilme segundo o Workshop Mundial AAP/EFP (2017/2018): gengivite em periodonto íntegro, gengivite em periodonto reduzido (sem história de periodontite) e gengivite em periodonto reduzido em paciente tratado de periodontite. O diagnóstico baseia-se em: BoP ≥ 10% para gengivite; profundidade de sondagem (PS); perda de inserção clínica (PIC); e perda óssea radiográfica.
Alternativa correta: B — I e II
I — Correta. Em periodonto íntegro, a gengivite caracteriza-se por PS ≤ 3 mm, BoP ≥ 10%, sem PIC e sem perda óssea radiográfica. Este é o padrão-ouro da “gengivite induzida por biofilme” em tecidos previamente saudáveis.
II — Correta. Em periodonto reduzido (ex.: recessões, trauma, ou histórico não periodontal), pode haver PIC e possível perda óssea radiográfica, mas para ser gengivite o quadro atual deve ter BoP ≥ 10% e PS geralmente ≤ 3 mm (sem sinais de atividade destrutiva). O que diferencia é o passado de redução tecidual, não a presença de bolsas ativas.
Por que a III está incorreta?
- Critério de sangramento invertido: a assertiva fala em “≥10% dos sítios sem BoP”. O diagnóstico de gengivite requer ≥10% com BoP.
- Perda óssea radiográfica: em paciente tratado de periodontite há, por definição, perda óssea remanescente. Dizer “sem perda óssea radiográfica” contradiz o histórico.
- Profundidade de sondagem: em tratados de periodontite, admite-se PS até 4 mm com BoP para classificar gengivite no periodonto reduzido. A menção genérica a “bolsas > 3 mm” sem o critério de BoP não define gengivite nem atividade de periodontite.
Estratégia de prova
- Memorize a “tríade” para gengivite em periodonto íntegro: PS ≤ 3 mm, BoP ≥ 10%, sem PIC/sem perda óssea.
- Em periodonto reduzido sem história de periodontite: PIC presente, PS ≤ 3 mm, BoP ≥ 10%.
- Em tratados de periodontite: pode haver PS até 4 mm e perda óssea remanescente; o que transforma “saúde” em “gengivite” é BoP ≥ 10%.
- Pegadinha frequente: trocar “com BoP” por “sem BoP” e negar a perda óssea em pacientes previamente periodontais.
Referências essenciais: AAP/EFP World Workshop 2017/2018 (Chapple et al., J Clin Periodontol 2018: classificação da saúde gengival e gengivite); Carranza’s Clinical Periodontology (últimas ed.).
Gabarito: B
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