Primigesta, 17 anos, 30 semanas de idade gestacional, foi à ...
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Tema central: O tema abordado é anemia ferropriva na gestação, com foco em conduta adequada para anemia leve a moderada diagnosticada laboratorialmente em gestante assintomática.
Justificativa para a alternativa correta (B):
O exame mostra hemoglobina de 9,0 g/dL e hemácias hipocrômicas/microcíticas, hallmarks de anemia ferropriva. Segundo os Protocolos de Atenção Básica: Saúde das Mulheres (Ministério da Saúde), para anemia leve a moderada em gestantes (8–11 g/dL), indica-se sulfato ferroso oral: 200 mg/dia, fracionados em 3 a 6 drágeas, antes das refeições. O esquema proposto na alternativa B está totalmente alinhado às recomendações oficiais e à prática clínica segura, sendo eficaz para corrigir deficiência de ferro, que é a principal causa de anemia na gestação.
Vale destacar que a resposta terapêutica é geralmente observada após algumas semanas, e a repetição do hemograma em 60 dias é orientada para reavaliação—conforme citado no Protocolo: “Administrar 200 mg/dia de sulfato ferroso [...] Repetir hemoglobina em 60 dias.”
Crítica das alternativas incorretas:
A) Ferroterapia endovenosa não é indicada como escolha inicial para anemia leve/moderada. Essa via é reservada para casos de intolerância gástrica severa, má absorção intestinal, ou quando há necessidade de resposta imediata e não é o cenário clínico da paciente apresentada. A abordagem endovenosa expõe a riscos desnecessários.
C) Hemodiluição é fisiológica na gestação, mas a hemoglobina <11 g/dL no 2º e 3º trimestre caracteriza anemia verdadeira, segundo protocolos do Ministério da Saúde e OMS. Ignorar anemia pode trazer riscos maternos e fetais.
D e E) Transfusão sanguínea (inclusive sangue total fresco) é restrita a anemia grave (tipicamente <7 g/dL), instabilidade hemodinâmica ou necessidade urgente. Não é indicada em anemia leve ou moderada sem sintomas, evitando riscos transfusionais desnecessários.
Dicas estratégicas para provas: Atenção ao termo “sem nenhuma queixa”—descarta sintomas graves; lembre-se do diagnóstico pelo perfil do hemograma e dos limites de referência para hemoglobina. Alternativas com procedimentos invasivos costumam ser reservadas para quadros mais graves, o que não é o caso aqui.
Resumo: O manejo de escolha para anemia ferropriva leve a moderada na gestante é sulfato ferroso oral na dose de 3 a 6 drágeas/dia, conforme diretriz do Ministério da Saúde (Protocolos de Atenção Básica, Anemia na gestação, p. 105).
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Quadro de anemia ferropriva na gestação.
Hb abaixo de 11 g/dL
Hemácias hipocrômicas e microcíticas.
Ferro por via oral
Administrar de 160 mg/dia a 200 mg/dia
• Sulfato ferroso – 4 ou 5 comprimidos ao dia
• Noripurum® (ferro polimaltosado) – 2 comprimidos ao dia
• Neutrofer® (ferro quelato glicinato) – 2 comprimidos ao dia
Ferro por via endovenosa
• Noripurum® :: Dose – 1 ampola ou 2 ampolas (100 mg ou 200 mg) diluídas em solução fisiológica
Administrar medicamento duas vezes por semana até hemoglobina atingir 11 g/dl. Aplicação deve ser feita em ambiente hospitalar.
Critérios para uso de ferro parenteral
• Hb < 10 g/dl • Ausência de resposta ao ferro por via oral (160 mg/dia a 200 mg/dia por 2 semanas)
• Deficiência de ferro comprovada (ferritina sérica < 15 ug/l)
• Exclusão de outras causas de anemia
• Idade gestacional > 16 semanas
• Intolerância ao ferro por via oral
• Efeitos colaterais do ferro por via oral
• Recusa a transfusão de sangue (testemunhas de Jeová)
• Curto tempo até o parto
• Riscos associados (doenças intestinais)
• Anemia pós-parto
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