Paciente de 68 anos, masculino, IMC 30, hipertenso, cardiopa...
No que se refere ao quadro acima, considere as seguintes opções terapêuticas.
I - Oxigenioterapia para manter sat O₂ entre 88-92% e broncodilatador de curta ação.
II - Corticoterapia e antibioticoterapia, conforme o perfil local dos pacientes.
III- Realizar investigação diagnóstica com Rx de tórax e dosagem de BNP.
IV - Realizar investigação diagnóstica com Rx de tórax, Hemograma e culturais para definir a necessidade de antibióticoterapia.
V - Realizar investigação diagnóstica com Rx de tórax, ECG e Gasometria Arterial.
Quais são as medidas adequadas para o tratamento inicial do paciente?
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda a conduta inicial frente à exacerbação aguda da DPOC em paciente com múltiplas comorbidades, visando correção da hipoxemia, desobstrução brônquica e avaliação de complicações, orientado pelas principais diretrizes clínicas nacionais.
Justificativa da alternativa correta (E – Apenas I, II e V):
I – Oxigenioterapia entre 88-92% + broncodilatador de curta ação: Fundamental para evitar hipóxia, sem induzir hipercapnia, que pode ocorrer se oferecida alta concentração de O2 (DPOC retentor crônico). Os broncodilatadores, como β2-agonistas de curta ação, são padrão-ouro para reversão da obstrução brônquica. Segundo o “Projeto Diretrizes – DPOC – Exacerbação”, p.2-3: “A suplementação de oxigênio deve ser usada para manter SpO2 entre 88-92%...”.
II – Corticoterapia e antibioticoterapia conforme perfil: Corticosteroides sistêmicos (ex: prednisona 40mg/dia por 5-10d) aceleram a recuperação. Antibióticos são indicados quando há escarro purulento, como neste caso. Diretriz da AMB: “A antibioticoterapia está indicada nas exacerbações acompanhadas de escarro purulento e aumento de volume”.
V – Investigação com Rx de tórax, ECG e gasometria arterial: Esses exames permitem afastar complicações (pneumonia, insuficiência cardíaca, distúrbio ácido-básico) e avaliar gravidade, sendo imprescindíveis na abordagem inicial. (Diretriz DPOC, "Avaliação inicial")
Análise das alternativas incorretas:
A e B: Não contemplam investigação laboratorial e cardíaca adequada, essenciais para manejo seguro (falta ECG, gasometria e avaliação de outras causas).
C: Ignora suporte básico ventilatório, necessário em todo paciente em crise de DPOC.
D: Inclui dosagem de BNP como rotina (III), que não é exame inicial obrigatório nem específico na exacerbação da DPOC.
Dicas de prova: Esteja atento a pegadinhas como exame não mandatório (BNP) ou omissão de suporte ventilatório. Em emergências respiratórias, oxigênio com monitoramento rigoroso e exames para descartar complicações sistêmicas são consenso.
Referências: Projeto Diretrizes AMB/SBPT, UpToDate (Management of acute exacerbations of COPD), Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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