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Q3510403 Medicina
Um homem de 59 anos foi submetido à ressecção de lesão vesical de 4,5 cm de diâmetro. A análise histopatológica evidenciou carcinoma urotelial (pT1G3).
A melhor opção de tratamento é:
Alternativas

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Tema central: O caso aborda carcinoma urotelial de alto grau não músculo-invasivo (pT1G3) de bexiga. Pacientes com esta classificação apresentam risco elevado de recidiva e progressão, merecendo conduta terapêutica criteriosa baseada nas diretrizes nacionais e internacionais.

Justificativa da Alternativa Correta (E): A melhor conduta é a BCG intravesical. Após ressecção transuretral completa, a instilação do BCG reduz consideravelmente o risco de recidiva e progressão em tumores pT1G3, graças à sua ação imunomoduladora sobre o epitélio vesical.

Segundo o Projeto Diretrizes AMB/CFM, seção “Tumores superficiais” (Câncer de Bexiga – Parte II): “Tumores com moderado ou alto risco de recidiva ou progressão, após a ressecção transuretral, devem ser tratados com terapia intravesical adjuvante, preferencialmente, com esquemas de BCG de indução e manutenção por períodos variados.”

Guia da AUA/UpToDate também recomenda BCG como padrão ouro para tumores de alto risco não músculo-invasivos, como pT1G3.

Análise Crítica das Alternativas Incorretas:

  • A) Quimioterapia paliativa: Restrita a doença metastática ou localmente avançada não passível de cirurgia. Não indicada para tumores apenas não músculo-invasivos.
  • B) Cistectomia radical e linfadenectomia: Embora seja contemplada para casos refratários ao BCG ou recidivas agressivas, não é a primeira opção no cenário inicial pT1G3.
  • C) Quimioterapia sistêmica: Indicada em doença avançada/metastática. O paciente deste caso ainda é elegível à terapêutica conservadora.
  • D) Radioterapia pélvica adjuvante: Não integra o manejo padrão de tumores não músculo-invasivos, restringindo-se a casos especiais ou paliativos.

Estratégia para provas: Atenção para detalhes de estadiamento (pT1: invasão de lâmina própria, não acomete músculo). Tumores G3 são de alto risco, direcionando para o tratamento conservador (BCG) antes de opções radicais. Palavras como “paliativa”, “sistêmica” ou “radical” indicam enfoques mais agressivos, inadequados neste estágio.

Resumo final: Para carcinoma urotelial pT1G3, BCG intravesical é o padrão ouro segundo as principais diretrizes, reservando cistectomia para refratários ao imunoterápico ou recidivas agressivas.

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