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Q3510399 Medicina
Um paciente de 36 anos, portador de HIV, mantém acompanhamento regular há cerca de 6 anos com antirretrovirais, sem ação nefrotóxica. Evoluiu com quadro de síndrome nefrítica e nefrótica de rápida evolução, associada a injúria renal aguda estágio 3, com consumo de complemento. O paciente apresenta-se acidêmico e algo desorientado. As sorologias de hepatite B, C, VDRL e toxoplasmose que o paciente realizou 30 dias antes do início do evento estão negativas.
A conduta apropriada é:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o manejo da síndrome nefrítica e nefrótica de rápida evolução em paciente portador de HIV, com injúria renal aguda estágio 3 e acidemia grave, ressaltando os passos iniciais frente à insuficiência renal aguda com manifestações sistêmicas graves, sobretudo em contexto de possível glomerulopatia secundária.

Comentário da alternativa correta – B:
A alternativa B traz a conduta correta: “iniciar terapia renal substitutiva, estabilizar a paciente e programar biópsia renal associada a investigação de causas secundárias.”

Em casos de injúria renal aguda grave (estágio 3), com acidose metabólica importante e sintomas neurológicos (desorientação), a prioridade absoluta é a estabilização do paciente, frequentemente com início de terapia renal substitutiva (TRS) quando há graves distúrbios metabólicos e risco à vida.
Após a estabilização, a biópsia renal é fundamental. Pacientes HIV+ podem apresentar diferentes tipos de glomerulopatias (ex: glomeruloesclerose segmentar e focal colapsante, glomerulonefrite membranoproliferativa). A biópsia orienta o tratamento específico. Segundo o PCDT da Síndrome Nefrótica em Adultos: “Quadros graves com perda aguda de função renal requerem diagnóstico histopatológico imediato” (p. 10).

Análise das alternativas incorretas:

A) Cálculo do ânion gap e pulsoterapia antes da estabilização são atrasos perigosos em injúria grave. Corticoterapia sem diagnóstico pode agravar infecções subjacentes, especialmente em imunossuprimidos.

C) Corticoide oral + micofenolato é tratamento empírico sem definição etiológica e pode ser prejudicial. O quadro clínico exige intervenção urgente e biópsia.

D) Medidas de suporte como diuréticos, IECA/BRA são contraindicadas em injúria renal aguda estágio 3 com acidemia grave. A investigação deve ser após estabilização.

E) Considerar apenas reajuste de antirretrovirais ignora a gravidade e rápida evolução, além da necessidade de diagnóstico preciso por biópsia.

Dicas de prova: Atenção para termos como “rápida evolução”, “síndrome nefrítica/nefrótica”, “estágio 3” e “consumo de complemento”. Quadros graves exigem estabilização imediata antes de investigação detalhada. Em pacientes HIV+, nunca presuma nefropatia apenas pelo vírus sem confirmação histológica.

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