Ricardo, 59 anos, vai ao pronto-socorro, pois vem apresentan...

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Q2760829 Medicina
Ricardo, 59 anos, vai ao pronto-socorro, pois vem apresentando, há 30 dias, diariamente, muitos sintomas dispépticos de moderada intensidade. Ele nunca apresentou queixas gastrointestinais antes. Qual deve ser a conduta CORRETA do médico de plantão?
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Tema central: Esta questão aborda a abordagem inicial da dispepsia em adultos, especialmente em pacientes acima de 55 anos, enfatizando a conduta e os critérios para investigação de causas orgânicas.

Justificativa da alternativa CORRETA (E): Encaminhar o paciente para a realização de uma endoscopia digestiva alta é a conduta recomendada.

Segundo o “Dispepsia Não-investigada: Diagnóstico e Tratamento na Atenção Primária à Saúde”, Projeto Diretrizes da AMB/CFM, “em pacientes com idade superior a 55 anos, a abordagem inicial com endoscopia é recomendada, especialmente na presença de sintomas dispépticos persistentes”. Esta recomendação baseia-se no maior risco de doenças graves, como câncer gástrico e úlcera péptica, nesta faixa etária, exigindo investigação direta da mucosa gástrica.

Na prática clínica, a presença de sintomas dispépticos com mais de 30 dias, nunca antes relatados por pacientes acima dos 55 anos, é um critério de alarme que torna a endoscopia essencial para exclusão de patologias graves e definição do tratamento adequado.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Indicar apenas IBP por 4 semanas pode ser opção para paciente jovem e sem fatores de alarme. Neste caso, a idade e a persistência dos sintomas exigem investigação imediata.
  • B) e C) Tratamento empírico para Helicobacter pylori é alternativa quando não há sintomas de alarme nem idade avançada. Aqui, é obrigatória a exclusão de doenças graves por exame direto.
  • D) Encaminhar diretamente ao nutricionista, sem investigação prévia, não segue conduta recomendada em paciente com sintomas persistentes e idade de risco.

DICA DE PROVA: Fique atento ao termo critério de alarme ou idade avançada: nesses casos, a investigação com endoscopia é prioritária — evitar abordagens empíricas iniciais sem descartar doenças graves.

Referências clássicas, como o Harrison’s Principles of Internal Medicine e protocolos do Ministério da Saúde, reforçam essa conduta, destacando que “a endoscopia é indicada principalmente em indivíduos acima de 55 anos com sintomas novos ou persistentes de dispepsia”.

Resumo: Em adultos acima de 55 anos com sintomas dispépticos recentes e persistentes, a endoscopia digestiva alta é fundamental para diagnóstico precoce e seguro.

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