A classificação dos animais quanto ao status sanitário ou e...

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Q3573656 Veterinária
A classificação dos animais quanto ao status sanitário ou ecológico pode ser definida como a relação dos animais com o seu particular e específico ambiente. Esse ambiente inclui os organismos associados aos animais e os organismos presentes dentro dos limites do ambiente físico e barreiras sanitárias. Considere os seguintes grupos de animais:

I Animais Convencionais.
II Animais Gnotobióticos.
III Animais Livres de Germes Patogênicos Específicos (Specific Pathogen Free – SPF).
IV não-consanguíneos, outbred ou heterogênicos.
V consanguíneos, inbred ou isogênicos.

São tipos de classificação quanto aos padrões sanitários:
Alternativas

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Tema central: classificação de animais de laboratório segundo status sanitário/ecológico (relação com microbiota e barreiras sanitárias) versus status genético (variabilidade/consanguinidade). Em biotérios, isso impacta reprodutibilidade, biossegurança e validade dos resultados.

Alternativa correta: C — I, II e III

Por quê? São exatamente as categorias definidas pelo status sanitário:

- Convencionais (I): microbiota indefinida, sem exclusão sistemática de patógenos; maior variabilidade.

- Gnotobióticos (II): microbiota conhecida; inclui axênicos (germ-free) e com flora definida.

- SPF (III): livres de patógenos específicos conforme painéis de monitoramento; mantidos em barreiras sanitárias.

Essas definições seguem o Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC) e as recomendações de monitoramento sanitário da FELASA (2014, atualizações), além das diretrizes do CONCEA/DBCA no Brasil.

Estratégia para acertar: destaque palavras como “status sanitário/ecológico”, “barreiras sanitárias”, “organismos associados”. Isso sinaliza categorias ligadas à microbiota e patógenos. Já termos como outbred/inbred apontam para genética, não sanidade.

Análise das alternativas incorretas

A (I e II): incompleta; ignora SPF (III), que é um pilar de sanidade em biotérios com barreira. Diretrizes FELASA/CONCEA exigem definição e monitoramento SPF para muitos estudos.

B (II e III): exclui “convencional” (I), que também é um status sanitário válido, apenas menos controlado.

D (IV e V): incorreta por conceito. Outbred (IV) e inbred (V) classificam status genético (heterogeneidade vs. isogenicidade), não o sanitário. São úteis para desenho experimental, mas não descrevem microbiota/barreiras.

E (I, IV e V): mistura categorias sanitárias (I) com genéticas (IV, V) e ainda omite gnotobióticos e SPF, que são centrais no tema.

Pegadinhas comuns: confundir “gnotobiótico” com “SPF”. Gnotobiótico é microbiota conhecida (pode ser zero—axênico—ou definida). SPF é ausência de patógenos listados, mas ainda com microbiota complexa. Outra armadilha é achar que inbred/outbred se referem a sanidade.

Referências úteis para provas: NRC Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (8ª ed.); FELASA recommendations for health monitoring; CONCEA/DBCA (Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para Fins Científicos).

Gabarito: C

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