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Q3573653 Veterinária
Quanto à finalidade a que se destinam, os biotérios podem ser classificados em três tipos: Biotério de Criação; Biotério de Manutenção e Biotério de Experimentação.

Sobre essa classificação, é correto afirmar:
Alternativas

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Tema central: classificação de biotérios segundo a finalidade. Em geral, distinguem-se: criação (reprodução e definição de características), manutenção (alojamento temporário, quarentena e aclimatação) e experimentação (execução de procedimentos). A correta identificação evita vieses, garante bem-estar e reprodutibilidade dos dados.

Gabarito: A

Por que a alternativa A está correta: O biotério de criação reúne as matrizes reprodutoras e controla genética (linhagens endogâmicas, outbred, transgênicos) e status sanitário (germ-free, SPF, convencional) dos animais antes do uso. Assim, entrega animais com características definidas e padronizadas para os futuros estudos. Essa é a função descrita por guias como o Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC, 8ª ed.) e pelas diretrizes do CONCEA/DBCA e recomendações FELASA para padronização genética e sanitária.

Análise das alternativas incorretas:

B – O biotério de manutenção não é destinado à reprodução; sua função é alojar animais recebidos/produzidos, realizar quarentena, aclimatação e manter até a idade/peso-alvo. Não se realizam testes experimentais nele; experimentos ocorrem na unidade de experimentação. Afirmar que também é para reprodução e testes confunde as finalidades.

C – No biotério de experimentação, a padronização ambiental, alimentar e de manejo é essencial para a validade dos resultados (controle de temperatura, umidade, fotoperíodo, ruído, cama, dieta, enriquecimento). Dizer que “não é necessário padronizar” contraria as boas práticas e as diretrizes NRC/CONCEA/FELASA, além de comprometer a reprodutibilidade.

D – O biotério de criação padroniza de acordo com a espécie/linhagem e status sanitário, visando produzir animais consistentes para várias pesquisas. Não se padroniza “conforme o experimento específico” (que ainda nem ocorreu); essa customização pertence à fase de experimentação.

E – Unidades de experimentação requerem edificações projetadas (HVAC, pressão diferencial, biossegurança, descarte de resíduos, contenção) mesmo para permanência curta. Improvisação viola bem-estar, biossegurança e Boas Práticas de Laboratório (OECD/CONCEA).

Estratégia de prova: associe palavras-chave: criação = reprodução + definição genética/sanitária; manutenção = alojamento + quarentena + aclimatação (sem experimentos); experimentação = procedimentos com máxima padronização e biossegurança. Desconfie de itens que misturam reprodução com manutenção ou que relativizam padronização na experimentação.

Referências essenciais: National Research Council. Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (8th ed.); CONCEA/DBCA – Diretrizes brasileiras para cuidado e uso de animais; FELASA recommendations on health monitoring; OECD Good Laboratory Practice.

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