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Q3573650 Veterinária
A contribuição dos animais de laboratório às descobertas para a prevenção e cura de doenças, bem como para o desenvolvimento de novas técnicas de tratamento cirúrgico, é de valor incalculável. Os animais criados em biotérios deverão possuir as seguintes características, EXCETO
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Tema central: seleção de animais de laboratório em biotérios com foco em qualidade científica, bem-estar e conformidade legal. Esses critérios impactam reprodutibilidade, biossegurança e ética (3Rs: Replacement, Reduction, Refinement).

Alternativa correta (EXCETO): D – “baixo custo e fácil aquisição”. Embora custos influenciem o planejamento, “baixo custo” não é característica desejável intrínseca do animal para fins científicos. Além disso, “fácil aquisição” contraria a legislação e as boas práticas: no Brasil, a aquisição deve ocorrer de fornecedores registrados e sob controle do CONCEA (Lei 11.794/2008 – Lei Arouca), com rastreabilidade sanitária e genética; muitas linhagens (p.ex., camundongos SPF ou transgênicos) têm alto custo e disponibilidade restrita. As diretrizes internacionais (Guide for the Care and Use of Laboratory Animals, NRC) e FELASA priorizam validade científica e status sanitário sobre preço e facilidade de compra.

Análise das demais alternativas:

A – fácil manejo e docilidade: Válida. Reduz estresse, risco de acidentes e variabilidade experimental, melhorando o bem-estar e a qualidade dos dados (Guide NRC; CONCEA).

B – prolificidade e ciclo reprodutivo curto: Válida. Facilita manutenção de colônias, obtenção de n amostral adequado e renovação genética controlada. Ex.: Mus musculus apresenta ciclo curto e alta prolificidade, favorecendo estudos longitudinais.

C – pequeno porte e baixo consumo alimentar: Válida como diretriz geral. Menor demanda de espaço, ração e descarte, com manejo simplificado e menor impacto logístico. Observação: há modelos que exigem espécies maiores (p.ex., suínos) por razões translacionais; ainda assim, “pequeno porte” é critério clássico para biotérios de roedores.

E – fisiologia conhecida e reações semelhantes às humanas: Válida. Garante validade translacional e previsibilidade de respostas a fármacos/procedimentos. A escolha da espécie deve considerar fisiologia, genética e histórico do modelo, conforme Guide NRC e diretrizes FELASA/CONCEA.

Pegadinha e estratégia: ao ver “EXCETO”, destaque termos não científicos/operacionais. “Baixo custo” e “fácil aquisição” soam convenientes, mas não são requisitos técnicos e podem violar a necessidade de conformidade regulatória e de status sanitário (SPF), frequentemente mais caros e controlados.

Referências essenciais: Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC); Lei 11.794/2008 e normas do CONCEA; FELASA recommendations; princípios dos 3Rs.

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Comentários

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Animais de laboratório devem ser escolhidos com base em características que facilitem a experimentação e garantam reprodutibilidade, como:

  • Fácil manejo e docilidade
  • Prolificidade e ciclo reprodutivo curto
  • Pequeno porte e baixo consumo alimentar
  • Fisiologia conhecida e respostas semelhantes aos humanos

D) baixo custo e fácil aquisição

  • Embora custo e disponibilidade sejam considerados, não são características essenciais de seleção biológica ou experimental.
  • O critério correto deve se basear em aspectos científicos e de manejo, não apenas econômicos.

Gabarito: D) baixo custo e fácil aquisição.

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