Uma mulher de 50 anos, submetida a colecistectomia devido a ...

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Q3510351 Medicina
Uma mulher de 50 anos, submetida a colecistectomia devido a colelitíase, apresenta, no laudo histopatológico, neoplasia de vesícula (T1b), com invasão perineural e microvascular, sem imagens sugestivas de metástase aos exames complementares.
A conduta mais adequada nesse caso é: 
Alternativas

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Tema central: Câncer de vesícula biliar incidental (pós-colecistectomia) – Estadiamento T1b e conduta cirúrgica adequada.

Compreendendo a questão: Paciente de 50 anos, assintomática, recebeu diagnóstico T1b de câncer de vesícula após colecistectomia. Achados histopatológicos de invasão perineural e microvascular indicam maior agressividade tumoral. Não há metástases à distância detectáveis.

Justificativa da alternativa correta (E):
Para tumores T1b (invasão da camada muscular da vesícula), as evidências e diretrizes internacionais orientam realização de colecistectomia radical para garantir tratamento oncológico adequado. Isso inclui:

  • Ressecção dos segmentos IV e V hepáticos: remove o leito vesicular e reduz o risco de foco residual.
  • Linfadenectomia periportal, hepatoduodenal e do tronco celíaco: aumenta as chances de erradicação da doença regional.
  • Congelação da margem do ducto cístico: confere margem cirúrgica livre, minimizando recidiva local.
  • Ressecção dos pórticos: abordagem ampliada pelo maior risco de disseminação linfática.

Diretrizes como o UpToDate e autores renomados (Abdalla; Cameron, 2020) reafirmam que “em tumores T1b, a ressecção hepática segmentar com linfadenectomia regional está associada a melhores desfechos oncológicos” (UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Cirurgia de Fain e teste de congel. do ducto isoladamente são insuficientes para T1b, pois não tratam o risco de infiltração hepática ou linfática.
  • B: Seguir apenas clinicamente seria erro grave: colecistectomia simples só é suficiente em T1a.
  • C: Hepatectomia direita (maior que IV/V) é excesso de tratamento para T1b (compromete função sem ganho prognóstico).
  • D: Ressecção dos pórticos sem ressecção hepática adequada (segmentos IV/V) não contempla a extensão anatômica da doença.

Dica de prova: Atenção ao estadiamento! T1a = colecistectomia simples. T1b ou superior = abordagem radical. Fatores como invasão linfática, perineural, microvascular, são gatilhos para ampliar tratamento.

Resumo: A abordagem correta incorpora ressecção hepática segmentar (IV/V) + linfadenectomia ampla + avaliação das margens. Isso define a alternativa E como única conduta alinhada às diretrizes atuais.

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