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Q3454303 Fonoaudiologia
“A prevalência de perda auditiva neurossensorial severa a profunda varia de 1 a 3 a cada 1000 nascimentos em berçários normais e de 2 a 4 em berçários de risco”. As Emissões Otoacústicas (EOAs) são eficazes para identificar alterações cocleares. Uma das limitações das EOAs é que não identificam alterações de origem neural. O teste recomendado na Triagem Auditiva neonatal, em caso de suspeita de alteração neural é:
Alternativas

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Alternativa correta: E - PEATE automático

1. Tema central da questão

A questão aborda a Triagem Auditiva Neonatal, destacando métodos para identificar alterações auditivas de origem neural em recém-nascidos, especialmente quando as Emissões Otoacústicas (EOAs) não detectam tais alterações. É fundamental conhecer os principais testes auditivos aplicáveis a neonatos e suas indicações.

2. Resumo teórico

As EOAs avaliam a função coclear, especialmente das células ciliadas externas, mas não identificam problemas do nervo auditivo ou vias auditivas centrais. Por isso, para alterações de origem neural (como neuropatia auditiva), recomenda-se o uso do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), também chamado de BERA (do inglês, Brainstem Evoked Response Audiometry). O PEATE automático é rápido, objetivo e ideal para triagem em bebês, como reforçado pelas Diretrizes de Triagem Auditiva Neonatal (Joint Committee on Infant Hearing, 2019).

3. Justificativa da alternativa correta

E - PEATE automático: Esta é a ferramenta recomendada para detecção de alterações de origem neural em recém-nascidos, pois avalia toda a via auditiva até o tronco encefálico, não apenas a cóclea. É considerado o padrão ouro na triagem de casos suspeitos de neuropatia auditiva.

4. Análise das alternativas incorretas

A - Timpanometria com sonda de 1000Hz: Investiga a função da orelha média, não identifica alterações neurais.

B - Audiometria de altas frequências: Utilizada para monitorar ototoxicidade e não é indicada para triagem neonatal ou investigação de alterações neurais.

C - P300: Avalia processamento auditivo central, exige participação ativa do paciente, sendo inviável em neonatos.

D - Audiometria com reforço visual: Requer interação da criança, indicada para maiores de 6 meses, não para recém-nascidos.

5. Estratégia de resolução

Leia atentamente o enunciado, identificando palavras-chave como “alterações de origem neural” e “triagem neonatal”. Relacione o teste mais abrangente para a via auditiva e descarte opções voltadas a orelha média, a colaboração do paciente ou faixas etárias inadequadas.

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