Em um homem de 53 anos com diagnóstico de neoplasia escamos...

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Q3510346 Medicina
Em um homem de 53 anos com diagnóstico de neoplasia escamosa invasiva, não metastática, do canal anal, observou-se, no toque retal, lesão tumoral ulcerada ocupando o canal anal desde a margem anal até 1,8 cm proximal à linha pectínea.
A melhor opção terapêutica para esse paciente é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Nesta questão, o foco é o tratamento do carcinoma espinocelular (escamoso) invasivo não metastático do canal anal, situação comum em pacientes da faixa etária apresentada.

Justificativa da alternativa correta (C): O padrão ouro atual para este tumor é o tratamento combinado de quimioterapia e radioterapia (quimiorradioterapia), realizado de forma exclusiva para lesões localizadas e sem metástases. Esta abordagem tem três vantagens centrais: alta taxa de cura (resposta completa em até 80% dos casos), preservação do esfíncter anal e da continência fecal, além de evitação das complicações de grandes cirurgias.

Segundo o Manual MSD para profissionais: “Quimiorradiação é a terapia inicial na maioria dos casos e resulta em uma alta taxa de cura para carcinomas de células escamosas do ânus”. Além disso, o Oncoguia destaca que: “O tratamento padrão para tumores que não podem ser removidos sem danificar o esfíncter anal é a radioterapia combinada com quimioterapia”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Quimioterapia e radioterapia neoadjuvante: A neoadjuvância implica preparo para cirurgia. Neste caso, a intenção curativa é somente com quimiorradioterapia, não precedendo cirurgia rotineiramente. Não é a abordagem padrão.

B) Amputação abdominoperineal do reto: É procedimento mutilante, com necessidade de colostomia permanente e reservado a casos refratários ou com recidiva local após o insucesso da quimiorradioterapia.

D) Ressecção local ampla com margens: Utilizada para tumores menores exclusivamente da região anal marginal (<2 cm, limitado à margem anal e bem diferenciados). Não se aplica para a invasão do canal anal, como descrito no caso.

E) Ressecção anterior do reto: Técnica específica para tumores reto-coloniais, não para carcinoma do canal anal.

Ponto-chave e estratégia: Em questões sobre tumores do canal anal, atenção à localização: lesões do canal anal, sobretudo não metastáticas, são tratadas com quimiorradioterapia exclusiva. Cirurgia extensa só em falha de tratamento inicial – é uma pegadinha frequente em provas!

Resumo prático: Em carcinoma espinocelular invasivo não metastático do canal anal, o tratamento indicado é quimioterapia e radioterapia exclusivas, seguindo protocolos nacionais e internacionais (vide Manuais MSD e Oncoguia).

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