Um paciente de 57 anos, recuperando-se de infarto agudo do ...

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Q3510340 Medicina
Um paciente de 57 anos, recuperando-se de infarto agudo do miocárdio e da revascularização deste com dois stents farmacológicos, encontra-se agora em uso de dupla antiagregação plaquetária pelos próximos 6 meses. Descobriu, durante a investigação do infarto, um nódulo tireoidiano em ⅓ superior de lobo direito, isoecoico, regular, altamente vascularizado, com margens regulares, mais largo do que alto, medindo 2,2x1,8x3 cm. Seu TSH é 0,8 (N 0,40 a 5,8 µUI/ml). Foi solicitada a citologia do nódulo, que resultou em Bethesda IV (neoplasia folicular).
Nesse cenário, os resultados que indicariam baixo risco de malignidade e permitiriam, com isso, evitar uma cirurgia nesse momento são: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Esta questão aborda o manejo de nódulo tireoidiano com citologia indeterminada (Bethesda IV) em paciente de alto risco cirúrgico imediato, exigindo conhecimento sobre estratificação de risco de malignidade e condutas baseadas em diretrizes atualizadas.

Justificativa da alternativa correta (D):

Destaco que o objetivo é evitar cirurgia imediata em paciente sob dupla antiagregação, portanto, busca-se confirmar um baixo risco de malignidade. Seguem os pilares que fundamentam a alternativa D:

  • PET-Scan (Baixo SUV): Nódulos tireoidianos que mostram baixa captação no PET geralmente sugerem benignidade, de acordo com estudos e consensos.
  • Teste molecular negativo: Ausência de mutações pontua para menor possibilidade de câncer. Segundo o Consenso Brasileiro de Nódulos de Tireoide (2022), testes moleculares estão indicados nos casos Bethesda III/IV justamente para evitar cirurgias desnecessárias.
  • Calcitonina baixa: Nível reduzido de calcitonina afasta o diagnóstico de carcinoma medular, reduzindo ainda mais o risco oncológico.

De acordo com a American Thyroid Association (ATA) Guidelines: “A presença de achados benignos ao teste molecular e ausência de características suspeitas ao PET-Scan ou à bioquímica pode justificar o manejo conservador em nódulos Bethesda IV” (ATA 2015, seção 11).

Esse cenário integra múltiplos métodos para estratificação de baixo risco, colaborando para acompanhamento seguro do paciente.

Por que as demais estão incorretas?

  • A: Cintilografia “não captante” não afasta carcinoma folicular (pode ser câncer), e PET-Scan de baixo SUV nem sempre descarta malignidade – teste molecular é mais determinante.
  • B: Cintilografia não afasta malignidade. O teste molecular e calcitonina auxiliam, mas cintilografia, isoladamente, não reduz risco.
  • C: Revisão de lâmina Bethesda II contradiz a primeira citologia; não é critério padrão de baixo risco quando já temos um Bethesda IV.
  • E: PET-Scan com alto SUV indica malignidade, e cintilografia “captante” aponta nódulo autônomo, que rara vez é carcinoma folicular, porém, o foco é a ausência de alto risco, e aqui temos achado suspeito.

Dicas de prova: Fique atento a termos como “não captante”, “revisão de lâmina”, “SUV alto e baixo”. Valorize condutas respaldadas por evidências e diretrizes. Cuidado com alternativas que misturam achados benignos com fatores de risco.

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