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Q3510339 Medicina
Um paciente masculino, de 57 anos, portador de tireoidite de Hashimoto e um nódulo em lobo esquerdo Bethesda VI em citologia medindo, em seu maior diâmetro, 4,2 cm, sem linfonodomegalias suspeitas, foi encaminhado para tireoidectomia total. Ao final da lobectomia esquerda, foi estimulado o nervo laríngeo recorrente e foi identificada uma diminuição de 70% da amplitude e aumento de 50% da latência em comparação com os valores iniciais da cirurgia. Foi descartado qualquer mal funcionamento ou interferência no monitor de nervo.
A melhor conduta intraoperatória para esse paciente é: 
Alternativas

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Tema central: O caso envolve conduta intraoperatória diante de suspeita de lesão do nervo laríngeo recorrente, em paciente com carcinoma de tireoide confirmado (Bethesda VI) e indicação de tireoidectomia total.

Justificativa da alternativa correta (E):

Segundo diretrizes especializadas e consensos internacionais (incluindo "Câncer Diferenciado da Tireoide: Tratamento" e pareceres sobre monitorização de nervos laríngeos), quando há alterações eletromiográficas importantes após resseção de um lobo (queda >50% na amplitude ou aumento significativo da latência), deve-se interromper a cirurgia para evitar o risco de paralisia bilateral das cordas vocais, que pode causar insuficiência respiratória grave e necessidade de traqueostomia.

Portanto, encerrar a cirurgia, realizar videolaringoscopia, aguardar a recuperação do nervo afetado e, só após, completar a tireoidectomia (alternativa E) é a conduta mais segura e respaldada por protocolos atualizados.

Análise das alternativas incorretas:

A e C: Ambas propõem realizar a lobectomia contralateral imediatamente. Isso não está correto, pois pode resultar em paralisia bilateral das pregas vocais. O risco é alto, independentemente da experiência do cirurgião ("risco baixo" é falso neste cenário porque os achados do monitor alertam potencial lesão já ocorrida).

B: Propõe encerrar a cirurgia e considerar que a lobectomia seria suficiente. Errado. Conforme diretrizes, tumores maiores (>1 cm), principalmente acima de 4 cm e Bethesda VI, são indicação formal de tireoidectomia total para controle oncológico adequado.

D: Propõe tratamento com iodo 131 na dose descrita, que é exagerada, além de ser incorreta como primeira linha no manejo inicial – a ablação só é considerada após tireoidectomia total ou quase total.

Estratégia de prova: Atenção aos detalhes do monitoramento intraoperatório. Perceba que a questão valoriza a segurança do paciente e preservação da via aérea sobre o imediatismo cirúrgico. Fique atento a alternativas que propõem condutas agressivas sem avaliar o risco imediato.

Referências fundamentais: Protocolo "Câncer Diferenciado da Tireoide: Tratamento", parecer sobre monitorização intraoperatória do NLR e Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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