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Q2405306 Medicina
Lactente, 18 meses, é trazido ao pronto socorro devido a quadro de febre persistente e lábios inchados há 5 dias. A mãe da criança refere que acha que o filho está com alergia, pois apresenta edema e hiperemia da mucosa orofaríngea. Foi administrado dipirona pela mãe, a qual não obteve melhora dos sintomas.

Ao exame, paciente encontra-se irritado, prostrado e com temperatura corporal de 39,0° C. Foram observados lábios vermelhos, edemaciados e brilhantes associados à língua em aspecto de ‘’framboesa’’ na oroscopia. Além disso, há presença de hiperemia conjuntival e exantema.

De acordo com o caso clínico acima, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável e um exame subsidiário que a justifique, respectivamente. 
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Tema central: Esta questão aborda o reconhecimento clínico das doenças exantemáticas e vasculites na pediatria, exigindo raciocínio clínico para diferenciar causas infecciosas e imunológicas em lactentes com febre persistente e sinais mucocutâneos.

Alternativa correta: B) Doença de Kawasaki. Proteína C reativa.

Justificativa: O quadro clínico sugere Doença de Kawasaki, uma vasculite aguda autolimitada que predomina em crianças menores de 5 anos. Manifestam-se febre alta persistente > 5 dias (não responsiva a antitérmicos comuns), irritabilidade, lábios fissurados/vermelhos, língua em “framboesa”, conjuntivite bilateral sem secreção e exantema polimorfo. A Proteína C reativa (PCR) é um dos exames recomendados para confirmação da inflamação sistêmica típica nesta doença, além de orientar a gravidade (referência: UpToDate, Harrison’s, Diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria).

Estratégia de prova: Atenção ao tempo de febre e ao padrão mucocutâneo (lábios e língua alterados, hiperemia conjuntival, exantema), fatores decisivos na diferenciação de Kawasaki de outras doenças febris exantemáticas infantis.

Análise das alternativas incorretas:

A) Febre escarlatina. Leucograma.
Apesar de algumas semelhanças, a escarlatina (infecção estreptocócica) costuma envolver odinofagia e descamação palmoplantar; o exame essencial nesse caso seria o teste rápido para estreptococo ou cultura de orofaringe, não o leucograma, que é apenas inespecífico.

C) Urticária. Velocidade de hemossedimentação (VHS).
A urticária não cursa com febre alta persistente nem manifestações mucosas como lábios e língua em framboesa. Além disso, a VHS não é útil para diagnóstico de urticária, sendo mais utilizada em doenças inflamatórias sistêmicas.

D) Rubéola. Titulação de anticorpos IgM e IgG.
A rubéola geralmente apresenta exantema rosado, linfoadenomegalia e febre baixa/moderada. Não são típicas as alterações em lábios e língua ou conjuntivite evidente. O diagnóstico sorológico se aplica em suspeita clínica clara, mas o quadro apresentado não sugere rubéola.

Dica final: Evite “pegadinhas” confundindo reações alérgicas (urticária) com doenças vasculíticas e foque na integração sintomática (febre + alterações mucosas + exantema).

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A questão apresenta um caso clínico de uma criança com febre persistente, lábios inchados, edema e hiperemia da mucosa orofaríngea, língua em aspecto de "framboesa", hiperemia conjuntival e exantema, o que são sinais sugestivos da Doença de Kawasaki. Esta é uma vasculite sistêmica de etiologia desconhecida, que afeta principalmente crianças menores de 5 anos. Os critérios diagnósticos incluem febre por pelo menos 5 dias e pelo menos quatro dos seguintes sinais: alterações nos lábios e na boca, exantema cutâneo, alterações nas extremidades, conjuntivite bilateral sem exsudato e linfadenopatia cervical. A escolha pela alternativa B - Doença de Kawasaki. Proteína C reativa - está correta porque a Proteína C reativa (PCR) é um exame subsidiário que reflete a presença de inflamação no corpo, sendo comumente elevada na Doença de Kawasaki, auxiliando assim no processo de diagnóstico e monitoramento da resposta à terapia. As outras opções (A, C e D) não se encaixam tão bem no quadro clínico e laboratorial descrito, ou não são os exames mais indicativos para confirmar o diagnóstico suspeito.

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