Sobre a resistência escrava no Brasil Colônia, assinale a al...
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Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é historiográfico: o enunciado cobra resistência escrava no Brasil Colônia em sentido amplo, incluindo formas cotidianas, negociadas e sub-reptícias de busca de autonomia; por isso, a alternativa B é a correta ao descrever a articulação entre tráfico atlântico volumoso e alforrias relativamente constantes, que podiam decorrer de bons serviços prestados pelo cativo e de outras estratégias de resistência.
- Em questões sobre resistência escrava, verifique se a alternativa reconhece também formas cotidianas e negociadas de agência, e não apenas revoltas e quilombos.
- Desconfie de enunciados que transformam processos longos e complexos, como Palmares, em episódio único ou pontual.
- Rejeite alternativas que tratem a derrota de um movimento como desaparecimento geral da resistência escrava.
- Na escravidão colonial, não trate alforria automaticamente como benevolência senhorial: a base admite sua conexão com estratégias do próprio escravizado.
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Comentários
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Contesto esse gabarito. Desde quando negros poderiam ser alforriados por prestarem bons serviços?
Essa questão está estranha. Desde quando cativo consegue alforria por bom servico?
A alternativa B está correta porque apresenta uma visão mais ampla e atual da resistência escrava no Brasil Colônia. Ela mostra que a resistência não se limitava a fugas ou revoltas, mas também ocorria de forma mais sutil, dentro do próprio sistema escravista. A concessão de alforrias, por exemplo, podia resultar de estratégias dos próprios escravizados, como negociação, trabalho excedente ou construção de relações com os senhores, configurando uma forma de resistência cotidiana. Essa interpretação está de acordo com a historiografia contemporânea, que valoriza essas práticas menos visíveis como parte fundamental da luta dos escravizados por autonomia e liberdade.
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