Sobre a resistência escrava no Brasil Colônia, assinale a al...

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Q2007080 História
Sobre a resistência escrava no Brasil Colônia, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é historiográfico: o enunciado cobra resistência escrava no Brasil Colônia em sentido amplo, incluindo formas cotidianas, negociadas e sub-reptícias de busca de autonomia; por isso, a alternativa B é a correta ao descrever a articulação entre tráfico atlântico volumoso e alforrias relativamente constantes, que podiam decorrer de bons serviços prestados pelo cativo e de outras estratégias de resistência.

Tema central: resistência escrava colonial
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa contém um dado verdadeiro ao relacionar Palmares ao contexto da invasão holandesa e às fugas, mas erra no ponto conceitual decisivo: Palmares não foi um episódio único denominado adequadamente como uma guerra singular, e sim uma experiência histórica prolongada, um complexo quilombola combatido em campanhas sucessivas ao longo do século XVII. A impropriedade é histórico-conceitual.
B
Certa
A alternativa B está correta porque expressa um traço estrutural da escravidão brasileira: a coexistência entre intenso tráfico transatlântico de escravizados e concessão regular de alforrias. A base sustenta que essas alforrias decorriam de múltiplos fatores, como serviços prestados, negociação, vínculos e acordos, e que podiam integrar estratégias do cativo para ampliar sua autonomia. Assim, a alternativa acerta ao tratar a alforria não como mera benevolência senhorial, mas como elemento que também pode ser lido no campo das resistências cotidianas e sub-reptícias.
C
Errada
Está errada por erro factual e cronológico. A base afirma expressamente que a derrota de Palmares não eliminou revoltas, fugas coletivas, quilombos nem registros de resistência. Portanto, é falsa a generalização de que, depois de Palmares, as autoridades coloniais praticamente deixaram de registrar levantes escravos.
D
Errada
A eliminação decorre de erro de interpretação historiográfica. A base afirma que as categorias de fuga e circulação entre espaços de autonomia não são invalidadas pela possibilidade de recaptura, revenda ou reescravização; ao contrário, a precariedade da liberdade integra a própria análise histórica. Logo, não procede a justificativa de que esses conceitos teriam caído em desuso porque o escravo livre não poderia voltar a ser escravizado.
E
Errada
A alternativa contraria a base ao afirmar que a mineração oferecia menores oportunidades de autonomia e resistência. O fundamento disponível aponta o oposto: embora houvesse controle senhorial, a mineração também abria margens de mobilidade, circulação, faiscação, comércio e formação de pecúlio em certas condições. Assim, a tese de autonomia necessariamente menor é uma generalização indevida.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre resistência escrava e rebelião aberta, induzindo o candidato a ignorar que alforria, negociação e outras práticas cotidianas também podiam integrar estratégias de resistência e busca de autonomia.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre resistência escrava, verifique se a alternativa reconhece também formas cotidianas e negociadas de agência, e não apenas revoltas e quilombos.
  • Desconfie de enunciados que transformam processos longos e complexos, como Palmares, em episódio único ou pontual.
  • Rejeite alternativas que tratem a derrota de um movimento como desaparecimento geral da resistência escrava.
  • Na escravidão colonial, não trate alforria automaticamente como benevolência senhorial: a base admite sua conexão com estratégias do próprio escravizado.

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Comentários

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Contesto esse gabarito. Desde quando negros poderiam ser alforriados por prestarem bons serviços?

Essa questão está estranha. Desde quando cativo consegue alforria por bom servico?

A alternativa B está correta porque apresenta uma visão mais ampla e atual da resistência escrava no Brasil Colônia. Ela mostra que a resistência não se limitava a fugas ou revoltas, mas também ocorria de forma mais sutil, dentro do próprio sistema escravista. A concessão de alforrias, por exemplo, podia resultar de estratégias dos próprios escravizados, como negociação, trabalho excedente ou construção de relações com os senhores, configurando uma forma de resistência cotidiana. Essa interpretação está de acordo com a historiografia contemporânea, que valoriza essas práticas menos visíveis como parte fundamental da luta dos escravizados por autonomia e liberdade.

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