A alternativa em que a palavra não pode ser grafada sem acen...
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
A violência e o efeito contágio.
Recentemente fomos surpreendidos com a notícia de um ataque a uma creche em Blumenau, onde um homem, em um ato de barbárie, vitimou quatro crianças deixando todos nós atônitos, amedrontados e, ao mesmo tempo, tentando buscar respostas, mesmo que não há nada que justifique este horror.
Contudo, uma das razões que pode levar a tal violência é um fenômeno psicológico conhecido como efeito contágio, onde uma emoção, comportamento ou ideia se propaga de forma rápida e ampla, funcionando como um estímulo para aquela que estão propensas a reproduzir o mesmo comportamento.
O efeito contágio pode ser positivo, como, por exemplo, quando somos influenciados por hábitos saudáveis, por ideias otimistas, atitudes de solidariedade, etc; ou pode ter efeito negativo, através da influência dos comportamentos agressivos, de riscos, comportamentos alimentares inadequados, dentre outros.
No caso de um crime violento ou de um ataque, como o que aconteceu na escola, a ação pode servir de inspiração para outras pessoas, com características psicológicas e/ou motivações similares a do agressor para realizar o mesmo ato ou algo semelhante. Esta influência pode ser amplificada pela tecnologia, através do compartilhamento de informações, fotos, imagens, vídeos nas redes sociais ou aplicativos de conversa uma vez que a propagação ocorre num curto espaço de tempo e para muitas pessoas.
Tudo isso pode gerar aumento dos níveis de estresse, ansiedade e medo, principalmente em pessoas que já passaram por experiências traumáticas. Somado a isso, há o sentimento de impotência pela falta de controle da situação e que conduz a sentimentos negativos sobre si, como a baixa autoestima, além de outros impactos psicológicos como insonia, dificuldade de concentração, perda da confiança nas pessoas, desenvolvimento de doenças, depressão, etc. Evidentemente que a divulgação da notícia é importante, mas o alerta é para que em casos de violência, como o ataque ocorrido na escola, não ganhe tamanha notoriedade a ponto de inspirar outras pessoas a cometer o mesmo ato.
Embora o efeito contágio seja um fenômeno complexo, precisamos refletir sobre a banalização da violência e a nossa postura diante dela. Associar a violência como algo de natureza humana ou reduzi-la simplesmente ao resultado da vida em sociedade, é uma forma de terceirizar a responsabilidade.
A passividade corrobora para o avanço da violência. Esse conformismo social dificulta a percepção do movimento de ação-reação e a nossa responsabilidade, mesmo que indireta. Como dito acima, uma vez que o efeito contágio pode também ter efeitos positivos, que sejamos então influenciados por comportamentos de solidariedade e de respeito ao próximo.
Joselene L. Alvim-psicóloga. 10/04/2023
A alternativa em que a palavra não pode ser grafada sem acento gráfico é:
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Tema central: A questão envolve ortografia, mais precisamente as regras de acentuação gráfica, com foco em palavras proparoxítonas.
Segundo a norma-padrão (veja Bechara, Evanildo – Moderna Gramática Portuguesa), todas as palavras proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas. Proparoxítonas são as palavras cuja sílaba tônica é a antepenúltima.
Vamos analisar cada alternativa:
A) contágio – Proparoxítona: con-TÁ-gio
B) influência – Proparoxítona: in-flu-ÊN-ci-a
C) estímulo – Proparoxítona: es-TÍ-mu-lo
D) notícia – Proparoxítona: no-TÍ-ci-a
E) impotência – Proparoxítona: im-po-TÊN-ci-a
Assim, nenhuma dessas palavras pode ser escrita sem acento, pois a ausência do acento descumpre a regra ortográfica.
No entanto, a alternativa correta é a letra E) impotência justamente porque ela exemplifica corretamente uma palavra que não pode ser grafada sem acento gráfico.
Regra fundamental: “Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, independentemente de sua terminação.” (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa)
Análise das alternativas incorretas: Embora todas sejam proparoxítonas, quando observamos “não pode ser grafada sem acento gráfico”, o sentido nos guia para opções em que a presença do acento é obrigatória para não formar outra palavra ou não ferir a ortografia. “Impotência”, por exemplo, sem acento (“impotencia”) deixa de existir na língua como substantivo; já “influencia” poderia ser uma forma verbal, por exemplo (“ele influencia”), ou seja, possui duplo sentido se retirada do contexto, mas “impotência” nunca será aceitável sem acento.
Estrategicamente, fique atento a alternativas desse tipo: avalie sempre se a supressão do acento cria uma nova palavra ou fere diretamente a ortografia. Pegadinhas acontecem quando o acento diferencia substantivos e formas verbais, por exemplo.
Dica de concurso: Sempre localize a sílaba tônica, classifique a palavra (oxítona/paroxítona/proparoxítona) e aplique a regra.
No manual oficial de redação, segue-se a orientação da regra geral das proparoxítonas.
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Comentários
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(A) ERRADO. A palavra pode ser grafada com acento ou sem acento. Com acento,
temos o substantivo “contágio” como paroxítona terminada em ditongo,
por isso com acento gráfico.
Sem acento, temos flexão do verbo “contagiar” em primeira pessoa
singular (eu) do presente do indicativo: eu contagio (com sílaba tônica em “gi”, portanto
sem acento gráfico).
(B) ERRADO. A palavra pode ser grafada com acento ou sem acento gráfico. Com acento,
temos o substantivo “estímulo” como proparoxítona, portanto acentuada graficamente.
Sem acento, temos flexão do verbo “estimular” em primeira pessoa singular (eu) do
presente do indicativo: eu estimulo (com sílaba tônica em “mu”, portanto sem acento
gráfico).
(C) ERRADO. A palavra pode ser grafada com acento ou sem acento gráfico. Com acento,
temos o substantivo “influência” como paroxítona terminada em ditongo, por isso com
acento gráfico. Sem acento, temos flexão do verbo “influenciar” em terceira pessoa
singular (ele, ela) do presente do indicativo : ele influencia (com sílaba tônica em “ci”,
portanto se acento gráfico).
(D) ERRADO. A palavra pode ser grafada com acento ou sem acento gráfico. Com acento,
temos o substantivo “notícia” como paroxítona terminada em ditongo, por isso com
acento gráfico. Sem acento, temos flexão do verbo “noticiar” em primeira pessoa singular
(eu) do presente do indicativo: eu noticio (com sílaba tônica em “ci”, portanto sem acento
gráfico).
(E) RESPOSTA. A palavra possui apenas uma forma de grafia como substantivo “impotência”,
palavra paroxítona terminada em ditongo, por isso com acento gráfico. Não existe verbo
“impotenciar” que pudesse assumir uma flexão com sílaba tônica diferente e, por isso,
sem acento gráfico.
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