O texto I apresenta dois enfoques:
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Tema da questão: Interpretação de texto — identificação dos eixos temáticos (enfoques) do texto, observando marcadores discursivos e a organização comparativa das ideias.
Estratégia para resolver:
- Localize os assuntos centrais repetidos ou contrapostos ao longo do texto (tópicos que estruturam o raciocínio).
- Observe os marcadores de coesão: termos como “Mas” e “Em contrapartida” sinalizam contraste entre dois enfoques.
- Evite confundir personagens/grupos mencionados (gregos, romanos, escravos) com o que a questão pede: os enfoques (os temas discutidos).
Palavras-chave do texto que revelam os enfoques: “escravidão” e “pobreza”. O autor compara a aceitação antiga da escravidão com a aceitação contemporânea da pobreza, destacando um contraste moral por meio de “Mas” e “Em contrapartida”.
Alternativa correta: C — “o da escravidão e o da pobreza”.
O texto organiza seu argumento em dois eixos temáticos: primeiro, discute-se a escravidão (aceita por gregos e romanos sob certas condições); depois, estabelece-se um paralelo com a pobreza (que, embora considerada injusta, é tolerada por não sabermos como erradicá-la). A presença de marcadores de contraste como “Mas” e “Em contrapartida” evidencia a comparação/ oposição entre esses dois temas. Assim, os enfoques são, de fato, escravidão e pobreza.
Pegadinha comum: confundir enfoques (temas) com agentes (gregos, romanos, escravos). A questão pede os temas discutidos, não os grupos citados.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
- A – “gregos” e “romanos”: designam povos, não os temas em foco. São exemplos históricos usados para tratar do tema escravidão.
- B – “romanos” e “escravos”: mistura um grupo social com uma categoria de pessoas, mas não identifica os assuntos centrais da argumentação.
- D – “romanos” e “escravos pobres”: além de confundir agentes com temas, ainda cria uma combinação que o texto não traz (“escravos pobres” não é foco nem expressão central do argumento).
- E – “escravidão” e “finalidades sexuais”: “finalidades sexuais” aparece apenas como exemplo de um direito proposto (proibição de uso sexual dos escravos), não como enfoque do texto.
Fundamentação linguística útil (para você aplicar em provas):
- Coesão e operadores argumentativos: “Mas” (conjunção adversativa, cf. Gramática do Português, Bechara; Cunha & Cintra) e “Em contrapartida” (locução adverbial com valor contrastivo) orientam a leitura para o contraste entre dois temas.
- Paralelismo semântico: o autor traça um paralelo entre escravidão (no passado) e pobreza (no presente) para sustentar a tese do título (“Explicar não é justificar”).
Resumo para memorizar: Quando a pergunta for “quais são os enfoques?”, procure os eixos temáticos que estruturam o texto, não os personagens citados. Aqui, os eixos são escravidão e pobreza → Alternativa C.
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Comentários
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O texto faz um paralelo entre a aceitação da escravidão na Antiguidade (gregos e romanos) e a aceitação da pobreza na sociedade contemporânea. Em ambos os casos, o autor destaca que a aceitação ocorre não por justificativa moral, mas por incapacidade de imaginar alternativas viáveis.
- Escravidão: aceita pelos antigos porque não concebiam uma sociedade sem ela.
- Pobreza: aceita hoje porque não conseguimos conceber os meios para erradicá-la, embora saibamos que deveríamos.
Assim, o texto contrapõe dois temas centrais: a escravidão e a pobreza — exatamente como diz a alternativa C.
GABARITO:C
O autor compara a aceitação da escravidão na antiguidade (pelos gregos e romanos) com a aceitação da pobreza na sociedade atual, destacando como ambas são toleradas por falta de alternativas imagináveis, apesar de ideais contrários (direitos para escravos e erradicação da pobreza).
AVANTE GUERREIROS E GUERREIRAS DA PC-ES!
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