Considerando a abertura dos portos do Brasil em 1808 e as d...

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Q2347192 História
Considerando a abertura dos portos do Brasil em 1808 e as discussões apresentadas pelo Visconde de Cairu em face ao evento, assinale a alternativa correta acerca das implicações econômicas e políticas desse evento.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O elemento decisivo é a abertura dos portos de 1808 associada às discussões de José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu, sobre suas implicações econômicas e políticas; nesse contexto, a base técnico-conceitual aponta a centralidade da Inglaterra como beneficiária efetiva e como país cuja aliança e ampliação do comércio são defendidas por Cairu, o que torna correta a alternativa A.

Tema central: Cairu e a Inglaterra
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque corresponde à posição historicamente associada a José da Silva Lisboa no contexto de 1808: defesa de maior abertura comercial articulada à aproximação com a Inglaterra, entendida como parceira indispensável por necessidade econômica, interesse político e gratidão pela proteção britânica à monarquia portuguesa. Esse é o ponto específico que a base indica como central para resolver a questão.
B
Errada
Está errada por incompatibilidade com o contexto geopolítico de 1808. A França era a potência adversária nas Guerras Napoleônicas, cenário que levou à transferência da Corte sob proteção britânica. Por isso, não se sustenta atribuir a Cairu defesa de aliança exclusiva com os franceses nesse episódio.
C
Errada
Está errada porque contradiz o sentido histórico da abertura dos portos. A medida enfraqueceu o exclusivo metropolitano português ao permitir comércio direto com outras nações; assim, atribuir a Cairu a defesa de aliança exclusiva com Portugal colide com o próprio rearranjo comercial inaugurado em 1808.
D
Errada
Está errada porque generaliza em excesso o que a questão exige precisar. Embora a expressão 'nações amigas' pertença à fórmula jurídica do decreto e o livre comércio se relacione a Cairu, a base afirma que o recorte decisivo é a centralidade concreta da Inglaterra nas implicações políticas e econômicas do evento. A alternativa dilui justamente o agente internacional predominante que o gabarito exige identificar.
E
Errada
Está errada porque desloca o problema histórico para um eixo que não corresponde ao evento. A abertura dos portos em 1808 e a argumentação de Cairu dizem respeito ao comércio exterior e ao arranjo atlântico sob forte influência britânica, não a nações fronteiriças nem a comércio local.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a expressão formal 'nações amigas' e o beneficiário efetivamente central do processo. A alternativa D parece plausível por reproduzir a fórmula jurídica e o livre comércio, mas o critério decisivo, segundo a base e o gabarito oficial, é a primazia inglesa nas discussões de Cairu e nas implicações concretas de 1808.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado mencionar a abertura dos portos e Cairu, diferencie o texto formal do decreto do país historicamente central no novo arranjo comercial.
  • Use o contexto das Guerras Napoleônicas para testar as alternativas: a proteção britânica à Corte é chave para a leitura político-econômica do episódio.
  • Elimine opções que restaurem a exclusividade portuguesa, porque a medida de 1808 justamente enfraquece o exclusivo metropolitano.
  • Desconfie de alternativas genéricas que pareçam corretas na literalidade, mas apaguem o agente internacional predominante exigido pelo recorte histórico da questão.

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Comentários

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A iniciativa de abrir os portos brasileiros não foi originada pelo príncipe regente, mas sim por José da Silva Lisboa, também conhecido como visconde de Cairu, uma figura próxima de D. João.

Num primeiro momento, quem mais usufruiu a liberdade de comércio com o Brasil foi a Inglaterra, isso porque os portugueses eram muito dependentes dos ingleses em termos econômicos, o que fez com que portugal negociasse condições que favoreciam a Inglaterra.

Não é certo dizer que tal ideia de privilégio tenha partido diretamente de Cairu, mas deduz-se isso em razão dele ser um grande admirador e adorador da Inglaterra.

GAB:A

banca tosca com questões mal formuladas. além de separar o sujeito do verbo, não sabe redigir um redação coerente

Horrível, simplesmente horrível. O que o Cairu sugeriu foi justamente a abertura a todas as nações amigas, o que realmente ocorre em 1808. É por pressão inglesa que os tratados de 1810 são assinados. O fato do Cairu ser admirador da Inglaterra não torna a alternativa C incorreta.

A questão está factualmente errada. José da Silva Lisboa, Visconde Cairu, era um dos maiores defensores brasileiros do livre comércio. É ele quem sugere que a abertura dos portos não deveria ser feita de forma exclusiva a Inglaterra mas a todas as nações amigas, o que incialmente beneficiava a Inglaterra, mas a longo prazo significava que mais nações poderiam comercializar diretamente com o Brasil. Tal decisão NÃO FOI BEM RECEBIDA PELOS INGLESES, que acreditavam que o preço por manter parte do seu exército protegendo Portugal dos franceses, e do auxílio no transporte e na segurança da família real portuguesa durante a viagem ao Brasil deveria ser a exclusividade inglesa nos portos brasileiros.

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