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Leia o texto com atenção para resolver as cinco primeiras questões.
Entre a vaidade e a gula
As festas de fim de ano e as férias de verão trazem consigo um curioso paradoxo. Afinal, enquanto as ceias de Natal e reveillon nos acenam com várias tentações gastronômicas, o mês de janeiro geralmente exige uma boa forma física para podermos enfrentar a praia ou o campo com mais desenvoltura.
Por isso, é preciso ligar o sinal de alerta já em dezembro, uma vez que os muitos compromissos sociais da temporada geralmente trazem mesas repletas de guloseimas que podem resultar naqueles indesejáveis quilinhos a mais ou no aumento das taxas de colesterol e glicose.
Os médicos recomendam cuidados especiais tanto em dezembro quanto em janeiro. Se a pessoa passou o ano todo sem se exercitar, a atenção deve ser redobrada. Todo mundo sabe que ninguém se transforma em atleta de uma hora para a outra, sem correr alguns riscos. Por isso mesmo é preciso ir com calma ao pote das academias de ginástica e não radicalizar na prática esportiva, seja no campo, na praia ou mesmo em casa.
O ideal em dezembro é optar por uma alimentação menos gordurosa, evitando a mistura de bebidas e o excesso de doces. Comer vagarosamente e ingerir muita água também fazem parte da estratégia da quebra de calorias.
Em janeiro, assim como em qualquer outro mês do ano, é recomendável não abusar do sol, principalmente depois das 10h. Sombra e água fresca podem ser uma boa combinação para quem deseja descansar o corpo e a mente sem retornar à rotina mais cansado que de costume.
Também na praia ou no campo, é preciso estar alerta quanto à alimentação, optando por pratos mais leves e bebidas de baixo teor alcóolico. Também a hidratação pode representar uma arma poderosa na desintoxicação do corpo.
Revista Bem Viver, dez. 2011.
O comportamento do ser humano, entre o final de um ano e o início do outro, geralmente revela uma:
Gabarito comentado
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Tema central: A questão avalia a interpretação de texto quanto à coerência textual e à identificação de contradições no comportamento descrito.
O paradoxo destacado pelo texto está entre o desejo de aproveitar as festas, com muitos exageros alimentares (gula), e a preocupação, logo em seguida, com a aparência física para o verão (vaidade). O texto aponta que, ao mesmo tempo em que as pessoas se permitem cometer excessos, logo depois sentem-se compelidas a restringir-se e retomar cuidados físicos. Isso evidencia uma contradição, ou seja, um comportamento oposto em curto espaço de tempo.
Segundo a norma-padrão e gramáticas reconhecidas, a coerência textual garante a harmonia do texto, mas aqui se faz justamente o oposto: o texto revela a incoerência do comportamento, típica de um paradoxo. Para Celso Cunha & Lindley Cintra, coerência exige que não haja contradição nas ideias do texto; Bechara reforça que rupturas de sentido, como paradoxos ou oposições marcadas, sinalizam incoerência ou, no caso, intenção de expor um fenômeno humano contraditório.
Justificativa da alternativa correta (D – “contradição”): O comportamento narrado no texto reflete contradição, porque une exageros alimentares e ansiedade por boa forma, situações consideradas opostas. A identificação deste traço depende da habilidade do candidato de perceber o conflito entre as práticas mencionadas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Abstinência: Indica privação ou negação de prazeres, o oposto do que ocorre nas festas descritas.
B) Afirmação: Não há no texto sinalização de afirmação de valores ou de si mesmo, mas sim exposição de atitudes ambíguas.
C) Coerência: Haveria coerência se as ações fossem alinhadas; porém o texto mostra falta de harmonia, justamente pelo paradoxo.
Estratégia de prova: Ao notar palavras e expressões que indicam oposição, como “por isso”, “enquanto”, ou que revelam mudanças de comportamento, avalie sempre se há um conflito de ideias — isso ajuda a perceber contradições textuais.
Resumo: O texto ilustra uma contradição entre o desejo de se fartar durante as festas e a preocupação posterior com a boa forma, cabendo ao candidato identificar o paradoxo como tornou-se explícito no desenvolvimento.
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