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Q4274908 Português

“Às vezes tenho tão claro para quem vou escrever um romance, que não sei como escrevê-lo.” (Leonardo Padura)


A conjunção destacada no período acima introduz uma oração com sentido de:

Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O trecho “Às vezes tenho tão claro para quem vou escrever um romance, que não sei como escrevê-lo.” apresenta a correlação “tão [...] que”, critério para reconhecer uma oração subordinada adverbial consecutiva e determinar a alternativa D.

Tema central: Oração subordinada adverbial consecutiva
Análise das alternativas
A
Errada
A oração introduzida por “que” não indica a maneira de ter clareza, mas o resultado dessa intensidade. Embora “como” contenha uma noção de maneira, ele integra o conteúdo de “não sei” e não determina o valor semântico da oração iniciada pelo “que” destacado.
B
Errada
A alternativa inverte a direção da relação: não saber como escrever o romance não é apresentado como causa da clareza sobre o destinatário. É apresentado como consequência do grau dessa clareza.
C
Errada
A oração iniciada por “que” não expressa um objetivo pretendido, mas um resultado associado à intensidade de “claro”. O segmento “para quem vou escrever um romance” não é a oração introduzida pela conjunção destacada e não determina sua classificação.
D
Certa
A alternativa D está correta porque “não sei como escrevê-lo” apresenta a consequência do grau de clareza sobre para quem escrever o romance. Esse vínculo é marcado pela combinação do intensificador “tão”, na oração principal, com a conjunção “que”, que introduz o resultado.
E
Errada
Não há duas grandezas variando conjuntamente, como exigiria a relação de proporção. Há uma intensidade, marcada por “tão claro”, seguida de sua consequência, introduzida por “que”.
Pegadinha da questão
A presença de “como” pode levar à escolha de modo, mas o valor pedido é o da oração introduzida por “que”, em correlação com “tão”. Também é preciso distinguir o resultado expresso nessa oração de uma causa e não confundir intensidade com proporcionalidade.
Dica para questões semelhantes
  • Analise o “que” em relação aos elementos da oração principal: neste caso, sua correlação com “tão” identifica a construção consecutiva.
  • Delimite a oração introduzida pela conjunção destacada; uma palavra interna, como “como”, não define o sentido da oração inteira.
  • Verifique a direção da relação: a oração consecutiva apresenta o resultado, não a causa nem o objetivo.
  • Distinga intensidade com resultado de proporcionalidade: indicar grau não basta para estabelecer duas grandezas que variam conjuntamente.

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Comentários

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GABARITO: D

COMENTÁRIO:

A conjunção “que” introduz uma oração subordinada adverbial consecutiva, pois apresenta a consequência de uma ideia de intensidade expressa anteriormente.

No período, temos a estrutura “tão... que”:

“tenho tão claro para quem vou escrever um romance” → ideia de intensidade.

“que não sei como escrevê-lo” → consequência dessa intensidade.

Ou seja, o fato de o autor ter tão claramente definido para quem escreverá o romance acaba tendo como consequência ele não saber como escrevê-lo.

Portanto, a oração introduzida por “que” possui sentido de CONSEQUÊNCIA.

Macete: estruturas como “tão... que”, “tanto... que”, “tal... que” e “tamanho... que” são fortes indicativos de oração subordinada adverbial consecutiva.

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