"Dessa forma, quem não possui o capital é excluído dessas d...
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Pichação: desabafo social ou problema social?
Arte ou vandalismo? Artista ou criminoso? Desabafo social ou problema social? Essas são algumas das questões que envolvem o ato de escrever, ou “rabiscar”, em propriedade alheia: a famosa pichação. А prática vem desde a antiguidade, onde ficaram registros desses atos nos muros da cidade de Pompeia, antigo império Romano, e, até hoje, divide opiniões. (...)
Quanto às possíveis causas da pichação, nos deparamos com três possibilidades: reconhecimento social, lazer/adrenalina e protesto. Uma das alegações a favor da prática e que, sim, faz todo o sentido, é a questão da voz social. Vivemos em uma sociedade de regime capitalista, onde grande parte das decisões gira em torno do capital. Dessa forma, quem não possui o capital é excluído dessas decisões. Uma forma de conseguir opinar nas questões de importância na sociedade (protesto) e obter certo reconhecimento social (pichação de nomes, voltada para o ego do pichador) é através da pichação. A alegação contra a prática é que é vandalismo, não é arte. Que “destrói” e depreda a propriedade pública e privada.
Uma questão importante de se considerar é o conceito de arte. Segundo o site significados.com, Arte é “a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepções, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente”. Como podemos ver, o conceito é, de certa forma, subjetivo. Não temos uma definição de arte direta ou fechada. Levando em conta que a pichação é uma manifestação de ordem estética, pode ser feita através da percepção, emoção ou ideias, tem o objetivo de estimular o interesse de consciência em um ou mais espectadores, e que cada pichação possui um significado único e diferente, concluímos que sim, pichação pode ser arte. (...)
Contra ou a favor, uma coisa é certa: a pichação vai muito além de apenas sujeira e destruição. Pichação envolve questões socioculturais que precisam ser muito bem analisadas antes de um julgamento. (...)
GARCIA, Estevan; KLEBER, Vanessa. Pichação:
desabafo social ou problema social? Em pauta.
Disponível em <https://wp.ufpel.edu.br/empauta/pichacao-desabafo-social-ou-problema-social/>.
"Dessa forma, quem não possui o capital é excluído dessas decisões."
Em relação à forma verbal destacada no período acima, é correto afirmar que remete a um sujeito na voz:
Comentários
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GABARITO: D
COMENTÁRIO:
A forma verbal “excluído” está na voz passiva, pois o sujeito “quem não possui o capital” sofre a ação de ser excluído das decisões, em vez de praticá-la.
Observe:
“quem não possui o capital é excluído dessas decisões.”
Podemos transformar a oração para a voz ativa:
“Alguém exclui quem não possui o capital dessas decisões.”
Perceba que, na frase original, não é informado quem pratica a ação de excluir. Por isso, temos voz passiva sem agente da passiva explícito.
Macete: na voz passiva, o sujeito sofre a ação verbal. Quando não sabemos ou não é mencionado quem pratica essa ação, temos agente da passiva oculto ou inexistente na oração.
Portanto, trata-se de voz passiva, sem o agente explícito no período.
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