Tendo em vista a pontuação, analise o emprego das aspas no ...
Leia com atenção o texto abaixo:
Comissão aprova projeto que transforma guardas municipais em polícia municipal
Proposta segue em análise na Câmara
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que transforma as guardas municipais em polícias municipais. Pelo texto, a nova polícia terá autonomia e competência para atuar na segurança pública local, cooperando com órgãos de segurança estaduais e federais.
Segundo a proposta, entre as competências estão:
- proteger a população e o patrimônio municipal (escolas, praças, prédios);
- fiscalizar e oferecer apoio em ocorrências de perturbação da ordem pública;
- realizar policiamento preventivo e comunitário em bairros e locais de circulação;
- atuar contra a criminalidade de baixa e média complexidade, cooperando com as polícias militar e civil;
- apoiar operações conjuntas com forças estaduais e federais;
- atender ocorrências de violência doméstica, tráfico e depredação; e
- utilizar tecnologia de vigilância e monitoramento na prevenção e repressão de delitos.
Os servidores das guardas municipais atuais passarão automaticamente para as polícias municipais e receberão treinamento para suas novas funções.
Arma de fogo
A proposta estabelece ainda que as polícias municipais poderão usar armas de fogo, conforme regras específicas, e que seus membros devem fazer cursos de formação e atualização seguindo as normas de segurança pública.
Por fim, municípios com polícia municipal poderão firmar acordos com os governos estadual e federal para obter recursos, armas, veículos e treinamento especializado.
Foi aprovado o texto do relator, Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP). O substitutivo engloba os projetos de lei 667/25, do deputado Capitão Alden (PL-BA), e 1102/25, do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), que tramita apensado.
“Ao contrário do PL 667/25, que condiciona a adoção da nomenclatura ao cumprimento de determinados requisitos, o apensado oferece solução mais uniforme e abrangente, garantindo segurança jurídica à atuação das corporações em todo o território nacional”, observou o relator.
“Além disso, o apensado também define expressamente as atribuições das polícias municipais, reforça a sua integração com as demais forças de segurança e assegura instrumentos necessários à sua efetividade, como porte de armas, treinamento e cooperação federativa”, acrescentou.
Próximas etapas
A proposta será agora analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub
Fonte: https://www.camara.leg.br/noticias/1213706-comissaoaprova-projeto-que-transforma-guardas-municipais-em-policiamunicipal
Tendo em vista a pontuação, analise o emprego das aspas no seguinte trecho extraído do texto:
“Ao contrário do PL 667/25, que condiciona a adoção da nomenclatura ao cumprimento de determinados requisitos, o apensado oferece solução mais uniforme e abrangente, garantindo segurança jurídica à atuação das corporações em todo o território nacional”, observou o relator.
Assinale a alternativa que justifica corretamente o uso desse sinal de pontuação e sua relação com a estrutura da frase:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: D
Fundamento decisivo: No trecho “Ao contrário do PL 667/25, que condiciona a adoção da nomenclatura ao cumprimento de determinados requisitos, o apensado oferece solução mais uniforme e abrangente, garantindo segurança jurídica à atuação das corporações em todo o território nacional”, observou o relator, as aspas delimitam a reprodução literal de fala alheia, e a expressão “observou o relator” apenas identifica o locutor por meio de verbo de elocução posposto.
- Verifique o escopo das aspas: se elas envolvem um enunciado inteiro atribuído a alguém, a função tende a ser citação direta.
- Observe o segmento após a fala citada: verbos como “observou” e “acrescentou” podem funcionar como verbos de elocução pospostos.
- Não atribua automaticamente às aspas valor de ironia; primeiro veja se elas delimitam fala literal.
- Não trate travessão como forma obrigatória de introduzir fala citada: a estrutura com aspas e verbo de elocução também é regular.
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
✍TOME NOTA:
Erros ➜ COR
Correções ➜ COR
“Ao contrário do PL 667/25, que condiciona a adoção da nomenclatura ao cumprimento de determinados requisitos, o apensado oferece solução mais uniforme e abrangente, garantindo segurança jurídica à atuação das corporações em todo o território nacional”, observou o relator.
Duas marcas corriqueiras em discurso direto: aspas e o fechamento com o dono da fala com verbo de elocução. Ex.: perguntou Mévio, observou a Tícia, relatou Caio, etc.
A) As aspas são facultativas no trecho, uma vez que a expressão “observou o relator” já é suficiente para indicar que se trata de um discurso indireto.
- Aspas e verbo de elocução são marcas do discurso direto e não indireto
- Lembrando que pode ser usado tanto as aspas como travessões. Em regra, aparece mais as aspas
B) O sinal de aspas foi utilizado para indicar ironia ou sentido figurado em relação à “segurança jurídica” mencionada pelo relator no projeto de lei.
- Não. Trata-se da fala de alguém de forma exata. Usa-se as aspas para isso.
- Lembrando que, sim, as aspas podem ser usadas para imprimir uma ironia, mas não é o caso.
C) A pontuação está incorreta, pois, segundo a norma-padrão, o ponto final deveria estar dentro das aspas, e a vírgula deveria ser substituída por um travessão antes da palavra “observou”.
- Está correta a pontuação. Dica: quando houver citação do próprio autor, o ponto final fica fora das aspas. Além disso, a vírgula poderia ser substituída por travessão, mas não é obirgatório.
GABARITO As aspas delimitam uma citação direta, indicando a reprodução literal da fala de outrem.
E) O uso das aspas justifica-se por se tratar de um termo técnico jurídico (“apensado”) que exige destaque por ser um neologismo no contexto legislativo.
- Justifica-se por ser a reprodução literal da fala de outrem.
➯ GABARITO: D ✅
Vamos juntos!!
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo