O calendário de imunizações para crianças infectadas pelo H...

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Q3917433 Saúde Pública
O calendário de imunizações para crianças infectadas pelo HIV requer adaptações específicas. Considerando o calendário preconizado no Manual do Ministério da Saúde - Saúde da Criança: Crescimento e Desenvolvimento, assinale a alternativa que apresenta a orientação INCORRETA sobre as imunizações para crianças infectadas pelo HIV.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A decisão dependia da restrição de uso da tríplice viral em crianças com HIV com sintomatologia grave (categoria clínica C) ou imunodepressão grave (categoria imunológica 3).

Tema central: Tríplice viral no HIV
Análise das alternativas
A
Errada
Não se elimina essa alternativa porque ela está compatível com a orientação do manual. A base informa que a BCG deve ser administrada ao nascimento ou o mais precocemente possível e que, se a criança com HIV chegar não vacinada, a indicação tardia só existe se ela for assintomática e sem imunodepressão (N1). Logo, se houver sinais e sintomas de imunodeficiência, a vacinação não é indicada, exatamente no sentido afirmado pela alternativa.
B
Errada
Não se elimina essa alternativa porque ela reproduz a orientação técnica indicada na base. Para hepatite B em crianças comprovadamente infectadas pelo HIV, o esquema deve ser iniciado ao nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida.
C
Errada
Não se elimina essa alternativa porque ela coincide com a regra descrita na base. O manual dá preferência à vacina inativada contra poliomielite (VIP) e afirma expressamente que a criança que convive com pessoa imunodeprimida deve receber vacina inativada.
D
Certa
A alternativa D é o gabarito porque é a incorreta da questão. O protocolo do Ministério da Saúde para crianças menores de 13 anos com HIV estabelece que a tríplice viral não deve ser aplicada em crianças com sintomatologia grave (categoria clínica C) ou imunodepressão grave (categoria imunológica 3). Por isso, está errada a afirmação de que a segunda dose deve ser aplicada no diagnóstico confirmado de HIV/AIDS independentemente da categoria imunológica.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a existência de duas doses da tríplice viral como se isso autorizasse aplicação em qualquer criança com HIV, sem checar a restrição por categoria clínica e imunológica.
Dica para questões semelhantes
  • Em vacinação de criança com HIV, não basta olhar o calendário etário; é indispensável verificar as observações de condição clínica e imunológica.
  • Para vacinas vivas em crianças com HIV, a presença de imunodepressão grave ou sintomatologia grave pode mudar a conduta e impedir a aplicação.
  • Quando a alternativa usa expressões amplas como 'independentemente da categoria imunológica', confronte com o protocolo para ver se existe exceção formal.
  • Em poliomielite e convivência com imunodeprimido, a preferência por vacina inativada é critério expresso do manual.

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Comentários

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Se a criança apresentar imunofunção preservada (sem imunodeficiência grave), ela pode e deve receber a vacina.

Se a criança apresentar imunodeficiência grave, a vacina Tríplice Viral é contraindicada, pois o sistema imunológico debilitado pode não conseguir conter o vírus atenuado da vacina, causando a doença que se pretendia evitar.

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