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Q2318654 Medicina
Estudos que avaliaram a efetividade do rastreamento do câncer de próstata com PSA apontam que a taxa de resultados falsos-positivos varia de acordo com o limiar do resultado, de 11,3%. Isso significa que:
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Tema central da questão: O enunciado aborda o rastreamento do câncer de próstata utilizando PSA (antígeno prostático específico) e as consequências do resultado falso-positivo, que pode levar a exames desnecessários, como a biópsia da próstata.

Justificativa da alternativa correta (C):
Homens que têm resultado positivo para PSA, em geral, seguem para investigação diagnóstica adicional, normalmente iniciando pela biópsia da próstata para confirmar ou excluir câncer. Segundo o Ministério da Saúde: “Os riscos são resultados incorretos (falsos positivos)… além da necessidade de novos exames (como a biópsia), bem como o risco de excesso de diagnósticos…”. Isso reflete a prática observada tanto no SUS quanto em diretrizes internacionais (Uptodate, NCCN), em que o resultado alterado do PSA não determina diagnóstico, mas sim investigação complementar.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Um resultado positivo no PSA não obriga tratamento imediato. O protocolo é investigação adicional (como toque retal e biopsia), pois muitos casos podem ser falso-positivos, especialmente considerando a taxa de 11,3% citada na literatura.

B) Errada por ser simplista. A existência de cerca de 11% de falsos positivos não é fixa e depende do ponto de corte adotado, idade e condições associadas. A frase “independente dos parâmetros laboratoriais” é enganosa e tecnicamente imprecisa.

D) Equivocada. Em geral, após um PSA alterado, todos os homens seguem para avaliação complementar e não apenas aqueles com perfil epidemiológico restrito, salvo decisão clínica baseada em risco-benefício individual.

E) Incorrreta. Resultado “positivo” não pode ser interpretado como falso negativo; o falso positivo é aquele que sugere doença sem que ela exista. Falso negativo seria o teste indicar ausência de doença quando ela está presente.

Orientação para provas: Atenção a termos como “obrigatoriamente”, “sempre” e “independente”, que costumam indicar pegadinhas. Fique atento ao contexto clínico: diagnóstico definitivo sempre exige confirmação histológica (biópsia), não apenas resultado laboratorial.

Segundo a publicação “Detecção Precoce do Câncer” do Ministério da Saúde: “A indicação do rastreamento deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios da investigação e possível excesso de diagnósticos” (páginas 36-37).

Resumo: O resultado positivo do PSA indica necessidade de investigação diagnóstica adicional, geralmente por biópsia, alinhado à boa prática clínica, conforme exigido em concursos.

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A questão aborda a interpretação de resultados de testes de rastreamento para câncer de próstata, em particular o teste de PSA (antígeno prostático específico). A informação-chave fornecida é a taxa de resultados falsos-positivos, que é de 11,3%. Isso significa que uma porção dos testes que dão positivo para o câncer de próstata são, na verdade, incorretos - não há presença da doença. A alternativa C é correta porque reflete o procedimento padrão após um resultado positivo de PSA: em vez de iniciar tratamento imediatamente, os homens geralmente são submetidos a investigações diagnósticas adicionais para confirmar se o câncer está realmente presente. Essa investigação adicional geralmente inclui uma biópsia da próstata. As outras opções são incorretas: A sugere que todos os resultados positivos levam diretamente ao tratamento, o que não é verdade devido à possibilidade de falsos-positivos; B implica uma chance fixa de erro, independentemente dos parâmetros do teste, o que não leva em conta a variação nos limiares de PSA; D sugere que a investigação subsequente depende do perfil epidemiológico, o que não está alinhado com a prática padrão de rastreamento PSA; e E confunde os conceitos de falso-positivo e falso-negativo – falso negativo seria um resultado de teste que indica não haver doença quando ela de fato está presente, o oposto do que está sendo discutido.

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