A linguística recomenda que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, paralelamente, se preservem os saberes
sociolinguísticos e os valores culturais que o aluno já tenha aprendido antes, no seu ambiente social. Resguarda-se, assim, o
direito que o educando possui à preservação de sua identidade cultural específica, seja ela rural ou urbana, popular ou elitista.
A aprendizagem da norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, que deverá
aprender a empregar uma variedade ou outra, de acordo com as circunstâncias da situação de fala.
BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.
TEXTO 2
No Brasil, a variação está ligada à estratificação social e à dicotomia rural-urbano. Pode-se dizer que o principal fator de variação
linguística no Brasil é a secular má distribuição de bens materiais e o consequente acesso restrito da população pobre aos bens
da cultura dominante. Diferentemente de outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, a variação linguística não é um
índice sociossimbólico de etnicidade, exceto nas comunidades bilíngues, sejam as de colonização europeia ou asiática, sejam
as das nações indígenas.
BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.
Durante a avaliação de um texto argumentativo de um estudante do 9º ano, identificou-se o uso de construções como “os
menino tudo foram” e “nóis pega o caderno”. Considerando os textos 1 e 2, qual deve ser o foco principal da avaliação docente?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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