Releia o trecho a seguir. “O gene controla nossa produção d...

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Q690949 Português
Todas as pessoas com olhos azuis descendem de um único ser humano
Estudo afirma que a transição do pigmento castanho para o azul ocorreu devido a uma mutação genética em um indivíduo que viveu na região do mar Negro há cerca de 7000 anos
As pessoas que compõem o seleto grupo de seres humanos que possuem olhos azuis podem começar a se identificar ainda mais entre si – uma pesquisa feita com DNA mitocondrial revelou que todas elas possuem um certo grau de parentesco, mesmo que muito distante.
A   conclusão surgiu de um extenso levantamento realizado pelo geneticista dinamarquês Hans Eiberg, que percorreu países como Turquia, Jordânia e Dinamarca estudando os genes de pessoas com olho azul. Ele descobriu que uma única mutação genética deu origem à pigmentação, e ainda foi capaz de localizar o evento no espaço e no tempo.
De acordo com o estudo, o primeiro ser humano da história a adquirir esta coloração específica na íris viveu próximo ao mar Negro, por volta de sete milênios atrás, e foi passando a característica adquirida de geração em geração. Talvez isto explique a grande concentração de olhos azuis na Europa e, em especial, no leste europeu. “Uma mutação genética afetando o gene OCA2 em nossos cromossomos resultou na criação de um ‘interruptor’, que literalmente ‘desligou’ a habilidade de produzir olhos castanhos”, explica o pesquisador.
 O gene controla nossa produção de melanina, pigmento que regula cores como as da pele, dos cabelos e dos olhos de mamíferos. O “interruptor” não bloqueou por completo a criação de melanina (o que levaria ao albinismo), limitando sua presença a pequenas quantidades e dando origem aos olhos azuis. Já as variações em indivíduos com olhos verdes ou avelã ocorreram de forma mais aleatória, o que impossibilita rastrear uma ocorrência única.
Não existe nenhuma evidência que sugira qualquer relação entre a coloração da íris e a saúde de alguém ou sua capacidade de sobrevivência. Originalmente, antes da mutação no gene OCA2, a humanidade toda tinha olhos castanhos. Qual não deve ter sido a surpresa de nossos ancestrais ao admirar, pela primeira vez, a beleza de um olhar azul.
OLIVEIRA, André Jorge de. Todas as pessoas com olhos azuis descendem de um único ser humano. Galileu. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2016 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir. “O gene controla nossa produção de melanina, pigmento que regula cores como as da pele, dos cabelos e dos olhos de mamíferos. O “interruptor” não bloqueou por completo a criação de melanina (o que levaria ao albinismo), limitando sua presença a pequenas quantidades e dando origem aos olhos azuis.” Esse trecho não pode ser reescrito, sem prejuízo de seu sentido, conforme consta em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: Interpretação de texto com foco em relações semânticas estabelecidas por conectivos (conjunções coordenativas adversativas e conclusivas).

Para resolver essa questão, é fundamental compreender que os conectivos são os responsáveis por articular as ideias do texto, definindo se ocorre oposição, causa ou consequência entre as orações. Segundo Cunha & Cintra e Bechara, adversativas (“mas”, “porém”, “contudo”, etc.) marcam oposição entre os elementos, enquanto conclusivas (“portanto”, “logo”) introduzem uma consequência ou conclusão.

Justificativa da alternativa correta (C):

A alternativa C é considerada incorreta e NÃO pode ser utilizada sem prejuízo do sentido, pois emprega o conectivo conclusivo “portanto”.

No trecho original, o texto apresenta uma oposição entre duas informações: o gene ser responsável pela produção do pigmento e o “interruptor” (mutação genética) não bloquear totalmente essa produção, apenas limitá-la, o que impede o albinismo e provoca olhos azuis. Usar “portanto” altera o sentido ao indicar uma consequência, e não contraste. Conforme recomenda a norma-padrão, preservar o sentido original exige o uso de conectivos adversativos.

Análise das alternativas incorretas:

A) “mas”, B) “porém” e D) “contudo” - Em todas, utilizam-se conjunções adversativas adequadas, pois exprimem corretamente o contraste/oposição existente no texto. Essas opções mantêm o mesmo valor semântico e são reescritas legítimas do original.

Estratégia para provas: Sempre identifique a relação entre as ideias antes de marcar a alternativa! “Portanto” nunca pode substituir “mas”, “porém” ou “contudo” quando o que se pretende expressar é contraste e não consequência. Fique atento a pegadinhas que trocam conectivos adversativos por conclusivos ou vice-versa: esse é um erro recorrente de sentido!

Referências: Cunha & Cintra, “Nova Gramática do Português Contemporâneo”; Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”.

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Comentários

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Basta ir por eliminação. Todas as alternativas apresentam conjunções adversativas, exceto a ''C'', que é conclusiva.

GABARITO C

 

 CONJUNCOES CONCLUSIVAS

logo;
pois (posposto ao verbo);
portanto;
assim;
então;
por isso;
por conseguinte;
por consequência;
consequentemente;
de modo que;
desse modo;
dessarte;
destarte;

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