Segundo as II Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, p...

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Q1731887 Medicina
Segundo as II Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, publicada em 2016, a fibrilação atrial (FA) ocorre quando anormalidades eletrofisiológicas alteram o tecido atrial e promovem formação/propagação anormal do impulso elétrico. Muitos fatores de risco clínicos estão associados ao aumento no risco de FA e, possivelmente, participam da elevação na prevalência observada nas últimas décadas. Além dos fatores de risco clássicos [hipertensão, diabetes, doença valvar, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca (IC)], podemos observar novos fatores de risco potenciais, que podem ocasionar grandes implicações no manejo clínico da FA. Entre eles, destacam-se a presença de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), obesidade, uso de bebidas alcoólicas, exercício físico, história familiar e fatores genéticos. Com base nas II Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, assinale a alternativa correta.
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Tema central: A questão aborda a classificação da fibrilação atrial (FA) segundo as II Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial (2016), fundamental para o raciocínio clínico, manejo e prognóstico dessa arritmia comum na prática médica.

Justificativa da alternativa correta:

Alternativa A é a correta. Segundo as II Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, p. 92-supl.1:
“A FA paroxística é aquela que termina espontaneamente, sem ação de fármacos ou necessidade de cardioversão elétrica. Geralmente dura menos de 7 dias...”

Ou seja, FA paroxística é definida como qualquer episódio que reverte espontaneamente ou com intervenção médica em até 7 dias. Isso é importante pois define condutas de seguimento, necessidade de anticoagulação e abordagem terapêutica.

Exemplo prático: Um paciente chega à emergência com FA e, após 3 dias, reverte para ritmo sinusal sem necessidade de intervenção. Essa é, conceitualmente, uma fibrilação atrial paroxística.

Análise das alternativas incorretas:

Alternativa B: Incorreta. Episódios superiores a 7 dias (e não 24h) são classificados como FA persistente. (pegadinha clássica de tempo)

Alternativa C: Incorreta. "Persistente de longa duração" é reservada para FA que dura mais de 1 ano, e não 30 dias. Segundo as diretrizes: “Incluída nesta categoria está a FA com duração superior a 1 ano...”

Alternativa D: Incorreta. O termo FA permanente é utilizado quando se decide não tentar mais a reversão para ritmo sinusal, independentemente do tempo de anticoagulação. O item confunde conduta com definição!

Alternativa E: Incorreta. FA paroxística pode reverter em menos de 24 horas, mas a definição correta abarca episódios de até 7 dias.

Dicas para interpretação: Atenção aos limites de tempo em definições (7 dias x 24h x 1 ano): Essas informações costumam ser alvo de pegadinhas em provas de concursos.

Segundo as diretrizes: “A correta classificação da FA impacta diretamente nas escolhas terapêuticas, como anticoagulação e escolha do ritmo.”

Portanto, a alternativa A é a correta.

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De acordo com as II Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, a alternativa correta é a letra A, que define fibrilação atrial paroxística como aquela que é revertida espontaneamente ou com intervenção médica em até 7 dias de seu início. A alternativa B está incorreta, pois a fibrilação atrial persistente é definida como episódios com duração superior a 7 dias. A alternativa C está incorreta, pois a fibrilação atrial persistente de longa duração é definida como casos com duração superior a 1 ano. A alternativa D está incorreta, pois o termo fibrilação atrial permanente é utilizado nos casos em que a tentativa de reversão ao ritmo sinusal não é mais indicada. E a alternativa E está incorreta, pois define fibrilação atrial paroxística como aquela que é revertida em até 24 horas, e não 7 dias, como é definido nas diretrizes.

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