Durante uma investigação epidemiológica em região amazônica...
Considerando o ciclo do protozoário causador e sua biologia, a medida mais eficaz de controle vetorial é:
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Alternativa correta: E - a redução da população de flebotomíneos com uso de inseticidas residuais e manejo ambiental.
Tema central: A questão aborda controle vetorial da leishmaniose tegumentar, doença transmitida por protozoários do gênero Leishmania, cuja transmissão envolve flebotomíneos (conhecidos como mosquitos-palha ou birigui) como vetores.
Resumo teórico: A leishmaniose tegumentar é uma zoonose cujos vetores, os flebotomíneos, têm hábitos crepusculares e noturnos, vivendo próximos a matéria orgânica e ambientes úmidos. O controle vetorial visa reduzir o contato do vetor com humanos, diminuindo casos da doença. Estratégias eficazes incluem manejo ambiental para eliminar criadouros e uso de inseticidas residuais em áreas de risco. Fontes: Ministério da Saúde (Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana), OMS.
Justificativa da alternativa correta (E): O uso de inseticidas residuais combate diretamente os flebotomíneos adultos, enquanto o manejo ambiental reduz criadouros (restos orgânicos, folhas, ambientes úmidos), tornando o ambiente menos propício ao vetor. Essa é a abordagem recomendada pelos órgãos de saúde, pois interrompe a transmissão ao atacar o elo (vetor) mais vulnerável do ciclo.
Análise das alternativas incorretas:
A - Desinfetantes na pele não inativam o protozoário transmitido por picada; medida ineficaz e não recomendada.
B - As larvas dos flebotomíneos não são aquáticas, desenvolvem-se em solo úmido rico em matéria orgânica. Larvicidas aquáticos são ineficazes.
C - Erradicar reservatórios silvestres é impraticável e ambientalmente incorreto, além de ter efeito limitado, pois múltiplos animais podem ser reservatórios.
D - O vetor tem atividade noturna; mosquiteiros só diurnos não protegem nos horários críticos.
Dica de interpretação: Atente-se a detalhes biológicos do vetor (hábitos, ciclo de vida) e a palavras-chave como "medida mais eficaz". Fique atento a alternativas que sugerem ações radicais ou incompatíveis com a biologia do agente ou que ignoram recomendações atuais dos órgãos de saúde.
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O vetor da leishmaniose (tanto visceral quanto tegumentar) é o flebotomíneo — um pequeno inseto que transmite o protozoário Leishmania ao picar animais e seres humanos.
Alternativa A: Está incorreta porque os desinfetantes agem na superfície da pele, enquanto o protozoário é injetado diretamente na derme pela picada. Além disso, essa é uma medida pessoal, e não de controle do inseto.
Alternativa B: Está incorreta porque as larvas dos flebotomíneos se desenvolvem na terra úmida e na matéria orgânica, sendo terrestre e não aquática. Larvicidas na água não têm efeito sobre elas.
Alternativa C: Está incorreta porque a erradicação de animais silvestres na região amazônica é inviável logisticamente e causaria um grave desastre ecológico, já que eles são parte do ecossistema natural.
Alternativa D: Está incorreta porque o mosquito-palha tem hábitos predominantemente noturnos e crepusculares. O uso de mosquiteiros apenas durante o dia não protege no horário de maior atividade do vetor.
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