Um paciente de 25 anos de idade, jogador de basquete ...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: lesões de nervo periférico segundo Seddon/Sunderland. Diferenciar neuropraxia, axonotmese e neurotmese é crucial para prever recuperação.
Raciocínio clínico do caso: trauma com tração/compressão no ombro, dor, parestesia e fraqueza imediatas, sem lesão estrutural e recuperação completa em 3 semanas. Isso aponta para bloqueio de condução sem ruptura axonal, típico de neuropraxia (ex.: “stinger/burner” do plexo braquial em atletas). Na neuropraxia há lesão da bainha de mielina, sem degeneração Walleriana significativa, com recuperação rápida (dias–semanas) por remielinização. Referências: UpToDate; Campbell’s Operative Orthopaedics; Green’s Operative Hand Surgery.
Alternativa correta: C – Neuropraxia, sem ruptura de axônios, com recuperação rápida. Coerente com a clínica e o tempo de melhora. Estudos neurofisiológicos mostram bloqueio de condução com preservação distal; EMG frequentemente normal nas primeiras semanas.
Por que as demais estão incorretas?
A – “Axonotmese leve, sem ruptura de axônios”. Conceitualmente errado: axonotmese implica ruptura axonal com tubos endoneuriais intactos e degeneração Walleriana; a recuperação é por regeneração axonal (≈1–3 mm/dia), logo mais lenta que 3 semanas para um membro.
B – Neurotmese com ruptura de axônios e dos envoltórios, formando cicatriz/neuroma. Sem reparo cirúrgico, a recuperação espontânea é pobre e não ocorre em 3 semanas. Incompatível com o caso.
D – Neurotmese com transecção completa e “recuperação em longo intervalo de 3 semanas”. Além de o tempo não ser “longo”, essa lesão não cursa com recuperação completa sem intervenção nesse prazo.
E – Axonotmese moderada com rotura de axônios. Ainda que possa não haver “cicatriz” transversal, há degeneração Walleriana e a recuperação depende de recrecimento axonal, sendo improvável resolução total em 3 semanas para segmento proximal.
Como interpretar em prova: palavras-chave como recuperação completa em semanas, déficit motor/sensitivo transitório e ausência de lesão estrutural → pense em neuropraxia. Se o enunciado falar em recuperação lenta, atrofia, denervação no EMG e regeneração por meses → axonotmese. Se citar transecção/necessidade cirúrgica → neurotmese.
Conduta prática (resumo): na neuropraxia: repouso relativo, analgesia, fisioterapia e retorno progressivo ao esporte após resolução dos sintomas. Exames eletrofisiológicos podem ser úteis se sintomas persistirem após 2–3 semanas. Diretrizes/consensos: AAOS OrthoInfo; UpToDate.
Gabarito: C
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