Catterall descreveu e definiu os conceitos de “cabeça em ri...

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Q3125553 Medicina
Catterall descreveu e definiu os conceitos de “cabeça em risco” na doença de Perthes, sendo que o sinal de Gage corresponde à 
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Tema central: Doença de Legg-Calvé-Perthes e os “sinais de cabeça em risco” de Catterall, que são achados radiográficos associados a pior prognóstico por maior chance de colapso e extrusão lateral da cabeça femoral.

Alternativa correta: ASinal de Gage: descreve uma área radiotransparente em “V” na porção lateral da epífise femoral, que pode estender-se à metáfise adjacente, indicando osteólise/osteoporose local e perda de contenção lateral. Esse achado traduz maior instabilidade da cabeça femoral durante a fase de fragmentação, associando-se a pior evolução se não houver contenção adequada. Estratégia de prova: ao ler “V radiotransparente” na epífise lateral, pense diretamente em Gage. Fontes: Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; Tachdjian’s Pediatric Orthopaedics; UpToDate; Orthobullets.

Por que faz sentido clinicamente? A doença de Perthes é uma osteonecrose idiopática da epífise femoral. A perda de suporte lateral aumenta o risco de extrusão da cabeça e colapso. O Sinal de Gage é marcador dessa perda lateral, orientando para necessidade de vigilância e, em alguns casos, tratamento de contenção (órteses ou cirurgia) para centrar a cabeça no acetábulo e preservar esfericidade.

Análise das alternativas incorretas

B) Reação metafisária difusa: alterações metafisárias (cistos/reação) são, de fato, um sinal de cabeça em risco, mas não correspondem ao Sinal de Gage, que é a radiolucência em “V” lateral epifisária.

C) Calcificação lateral da epífise: outro sinal de cabeça em risco, relaciona-se a fragmentos osteocondrais/ossificação lateral indicando extrusão. Não descreve o “V” radiotransparente típico do Gage.

D) Subluxação lateral da cabeça femoral com aumento do espaço articular medial é também sinal de risco (perda de contenção e ruptura da linha de Shenton). Ainda assim, não é o Sinal de Gage.

E) Horizontalização da placa epifisária: achatamento/orientação mais horizontal da fise proximal do fêmur, outro marcador de mau prognóstico, porém distinto do Gage.

Pegadinha de prova: quase todas as alternativas trazem sinais de cabeça em risco; a chave é reconhecer que “radiolucência em V na lateral da epífise” é o Sinal de Gage.

Dica prática de interpretação radiográfica: Avalie radiografias AP da pelve e perfil em rã. Procure por: (1) “V” radiotransparente lateral (Gage), (2) aumento do espaço medial e linha de Shenton, (3) calcificações laterais, (4) horizontalização da fise, (5) alterações metafisárias. A soma desses sinais aumenta o risco e pode indicar contenção para preservar a esfericidade da cabeça.

Referências: Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; Tachdjian’s Pediatric Orthopaedics; UpToDate (Legg-Calvé-Perthes disease); Orthobullets (Perthes).

Gabarito: A

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