O princípio da Prudência, incorporado na Estrutura Conceitu...
Dentre as alternativas abaixo, em qual cenário a Prudência deve ser aplicada com maior ênfase?
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Questão que trata acerca de conhecimentos do princípio da prudência.
A Prudência ganha mais peso quanto maior a incerteza na mensuração e quanto maior o risco de superavaliação de ativos ou subavaliação de passivos. No caso das provisões para garantias, especialmente em uma empresa com alta taxa de defeitos e histórico de reclamações, há incerteza relevante sobre valores futuros a desembolsar. Por isso, a contabilidade deve ser cautelosa e reconhecer adequadamente o passivo estimado, evitando subavaliação.
Desse modo, a letra A traduz perfeitamente o caso de aplicação do princípio da prudência.
Vamos analisar as demais assertivas:
B) Mensuração de caixa e equivalentes de caixa, pois são ativos líquidos com valores facilmente verificáveis no mercado. ERRADO. A mensuração é objetiva e fácil verificável.
C) Reconhecimento de receitas antecipadas em contratos de longo prazo com cláusulas de cancelamento flexíveis. ERRADO. Nesse caso, ainda pode haver o princípio da prudência, mas com menos ênfase em relação à letra A.
D) Reconhecimento de ativos intangíveis como goodwill em uma aquisição com projeções de sinergias altamente otimistas. ERRADO. As projeções são altamente otimistas, não envolve grau de incerteza quanto à letra A.
E) Avaliação de investimentos em coligadas quando há relatórios financeiros auditados e preços de mercado estáveis. ERRADO. Investimentos com relatórios auditados e mercado estável apresentam menor incerteza.
Gabarito do professor: letra A.
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Comentários
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GroK:
Vamos analisar cada alternativa com base no princípio da prudência, que, conforme a Estrutura Conceitual da Contabilidade (CPC 00), busca evitar a superavaliação de ativos e receitas e a subavaliação de passivos e despesas, especialmente em situações de maior incerteza na mensuração. A prudência deve ser aplicada com maior ênfase em cenários onde há maior incerteza e risco de estimativas imprecisas.
A. Estimativa de provisões para garantias em uma empresa que lança produtos com alta taxa de defeitos e histórico de reclamações.
Essa afirmativa apresenta um cenário de alta incerteza, pois a estimativa de provisões para garantias depende de previsões sobre a taxa de defeitos e reclamações futuras, que podem variar significativamente. O princípio da prudência exige que a empresa seja cautelosa, provisionando um valor suficiente para cobrir potenciais despesas, evitando a subavaliação do passivo. Esse é um caso clássico onde a prudência deve ser aplicada com ênfase, devido à incerteza e ao risco financeiro envolvido. Essa alternativa é forte candidata.
B. Mensuração de caixa e equivalentes de caixa, pois são ativos líquidos com valores facilmente verificáveis no mercado.
Aqui, a mensuração de caixa e equivalentes de caixa envolve baixa incerteza, pois esses ativos têm valores objetivos e facilmente verificáveis (saldo em conta bancária, por exemplo). O princípio da prudência é menos relevante nesse caso, já que não há risco significativo de superavaliação ou subavaliação. Essa alternativa não requer ênfase na prudência.
C. Reconhecimento de receitas antecipadas em contratos de longo prazo com cláusulas de cancelamento flexíveis.
O reconhecimento de receitas antecipadas em contratos de longo prazo com cláusulas de cancelamento flexíveis apresenta incerteza significativa, pois a realização da receita depende do cumprimento do contrato e da ausência de cancelamentos. O princípio da prudência exige que a empresa seja cautelosa, evitando reconhecer receitas prematuramente, especialmente se há risco de cancelamento. Esse cenário também demanda aplicação da prudência, mas a incerteza pode ser menor que em provisões para garantias, dependendo da probabilidade de cancelamento. Essa alternativa é relevante, mas menos crítica que a A.
D. Reconhecimento de ativos intangíveis como goodwill em uma aquisição com projeções de sinergias altamente otimistas.
O reconhecimento de goodwill em aquisições envolve alta incerteza, especialmente quando baseado em projeções de sinergias otimistas. O goodwill é calculado como a diferença entre o preço pago e o valor justo dos ativos líquidos adquiridos, e projeções excessivamente otimistas podem levar à superavaliação do ativo. O princípio da prudência exige cautela para evitar a superestimação do goodwill, que pode impactar futuras demonstrações financeiras caso haja necessidade de impairment. Esse cenário também exige forte aplicação da prudência, sendo comparável à alternativa A.
Gabarito Correto: Alternativa A
Correção e Justificativa:
A alternativa correta é A, pois a Prudência é aplicada com maior ênfase quando há incertezas relevantes, como na estimativa de provisões para garantias, especialmente em empresas com alta taxa de defeitos e histórico de reclamações. Nesse contexto, deve-se reconhecer os passivos de forma criteriosa para evitar superavaliação de ativos ou subavaliação de despesas.
As demais alternativas estão incorretas porque:
- B: Caixa e equivalentes são mensurados de forma objetiva, sem incertezas significativas, logo, o princípio da prudência não é o foco aqui.
- C: O reconhecimento de receitas segue o princípio da competência e critérios específicos de reconhecimento, não sendo a prudência o aspecto central.
- D: O goodwill é mensurado conforme normas específicas de combinação de negócios, e sua avaliação não se dá por prudência, mas por testes de imparidade.
- E: Investimentos em coligadas possuem avaliação baseada em método de equivalência patrimonial, com informações objetivas e auditadas, reduzindo a necessidade de prudência.
Resumo: O princípio da Prudência aplica-se principalmente quando há incerteza e risco de perda, como no caso da provisão para garantias (alternativa A).
GABARITO:A
- A. Correta: Alta incerteza em provisões para garantias devido a defeitos e reclamações exige ênfase na Prudência para evitar subavaliação de passivos.
- B. Incorreta: Caixa tem valores objetivos e baixa incerteza, com pouca necessidade de Prudência.
- C. Incorreta: Receitas antecipadas com cancelamentos flexíveis envolvem incerteza, mas menos ênfase que em provisões de despesas.
- D. Incorreta: Goodwill com projeções otimistas tem incerteza, mas Prudência é mais crítica em obrigações reais como garantias.
- E. Incorreta: Investimentos com relatórios auditados e mercado estável têm baixa incerteza, sem ênfase na Prudência.
AVANTE GUERREIROS E GUERREIRAS DA PC-ES!
A resposta correta é A
- Estimativa de provisões para garantias em uma empresa que lança produtos com alta taxa de defeitos e histórico de reclamações.
O princípio da prudência é aplicado quando há incertezas na mensuração, e você deve adotar maior valor para passivos e despesas, e menor valor para ativos e receitas. É como se a contabilidade fosse "pessimista" - sempre se preparando para o pior cenário.
No caso da alternativa A, temos:
Alta incerteza: produtos com defeitos e reclamações frequentes
Necessidade de provisão: obrigação futura provável (garantias)
Aplicação da prudência: estimar um valor maior para a provisão, considerando o histórico negativo
Quando há possibilidades igualmente válidas, você escolhe a mais conservadora. Se a empresa pode gastar 10 mil ou 15 mil com garantias, a contabilidade vai provisionar os 15 mil.
As outras alternativas envolvem situações com menor incerteza:
B: Caixa tem valor exato, sem estimativas
C: Receitas antecipadas já foram recebidas
D: Goodwill tem regras específicas de mensuração
E: Investimentos com dados auditados são mais confiáveis
Avante PC ES
pensa em prudência, pense em algo que não deve ser feito pela empresa/ADM, assim evitando o risco ao máximo
avante pai!
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