A técnica de BRISTOW (cirurgia) luxação recidivante de ombro...

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Q3222242 Medicina
A técnica de BRISTOW (cirurgia) luxação recidivante de ombro é utilizada para qual tipo de lesão?
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Tema central: técnicas cirúrgicas para instabilidade anterior recidivante do ombro. A técnica de Bristow é uma cirurgia de transferência do processo coracoide para a borda anteroinferior da glenoide, usada para estabilizar o ombro.

Alternativa correta: B – Luxação recidivante de ombro

Justificativa: A cirurgia de Bristow consiste em transferir a ponta do coracoide com o tendão conjunto (cabeça curta do bíceps e coracobraquial) para a região anteroinferior da glenoide, fixando com parafuso. Ela atua por dois mecanismos: bloco ósseo que amplia a superfície glenoidal e efeito “sling” dinâmico do tendão conjunto, reduzindo a tendência à luxação anterior. É indicada em instabilidade anterior recorrente, especialmente quando há perda óssea glenoidal significativa ou lesão Hill-Sachs “off-track”, atletas de contato e falhas do reparo Bankart. Referências: Rockwood & Matsen – The Shoulder; UpToDate (Management of anterior shoulder instability); Burkhart & De Beer, Arthroscopy 2000.

Dicas de prova e pegadinhas: associe “Bristow/Latarjet” a instabilidade anterior com perda óssea. Não confundir com Bankart (reparo capsulolabral isolado) indicado quando não há perda óssea relevante. Termos que ajudam: “recidivante”, “lesão óssea glenoidal”, “Hill-Sachs”.

Como reconhecer clinicamente: testes de apreensão e realocação positivos; TC para quantificar perda óssea; RM para labrum/cápsula. A conduta cirúrgica é definida pelo tamanho da perda óssea e pelo conceito do glenoid track.

Por que as demais estão incorretas?

A) Reparação do ligamento rádio-ulnar distal (DRUJ): instabilidade do punho geralmente por lesão do TFCC. Tratamento: reparo do TFCC, reconstruções tipo Adams-Berger. Bristow não tem relaç��o com punho/DRUJ.

C) Impacto acetabular (quadril): corresponde ao impingement femoroacetabular (CAM/Pincer). Tratamento: osteoplastia femoral/acetabular e reparo labral artroscópico. Bristow é do ombro, não do quadril.

D) Pseudoartrose do escafóide: manejo com enxerto ósseo (frequentemente vascularizado 1,2-ICSRA) e parafuso de Herbert. Transferência do coracoide não se aplica ao carpo.

E) Necrose do tálus: opções incluem descarga, descompressão, enxertos vascularizados, artrodese nas fases avançadas. Bristow não é indicado para pé/tornozelo.

Resumo para memorização: Bristow/Latarjet = instabilidade anterior recidivante com perda óssea; Bankart = instabilidade sem perda óssea.

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