Na capsulite adesiva, os pacientes diabéticos apresentam um...
Gabarito comentado
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Tema central: Capsulite adesiva (ombro congelado) em pacientes diabéticos. Esses pacientes apresentam maior rigidez, evolução mais prolongada e resposta terapêutica mais difícil, além de associação com doenças fibroproliferativas da mão.
Alternativa correta: D — Em diabéticos, o quadro é mais grave, com pior prognóstico, e há associação frequente com dedo em gatilho (tenossinovite estenosante) e contratura de Dupuytren. Mecanismo: glicação avançada do colágeno e cross-linking aumentam a espessura e a rigidez da cápsula e do ligamento coracoumeral, favorecendo dor e perda de movimento. Evidências: maior prevalência, maior bilateralidade e piores desfechos em diabéticos, com menor resposta à fisioterapia/infiltrações e maior necessidade de procedimentos (UpToDate; AAOS; revisões sistemáticas mostram piores resultados pós-liberação capsular em DM).
Como chegar à resposta: Ao ver “diabetes” + “capsulite adesiva”, lembre: curso mais agressivo e associação com doenças fibroproliferativas da mão (Dupuytren e dedo em gatilho). Termos “leve/melhor prognóstico” costumam estar errados nesse contexto.
Análise das incorretas:
A) “Leve e melhor prognóstico” e “rara associação” — contradiz a literatura: em DM o curso é mais severo e comorbidades são comuns.
B) Acerta o “grave/pior prognóstico”, mas erra ao dizer “rara associação”. Em DM, a associação com dedo em gatilho e Dupuytren é comum.
C) Reconhece a associação correta (gatilho/Dupuytren), porém descreve quadro “leve e melhor prognóstico” — incorreto para diabéticos.
E) Cita “leve/melhor prognóstico” (errado) e associações não típicas da capsulite em DM (epicondilite lateral e tendinopatia de Aquiles não são as associações clássicas cobradas em prova).
Diagnóstico (resumo para provas): Dor + rigidez global com limitação ativa e passiva, principalmente da rotação externa. Fases: dolorosa, congelamento, descongelamento. RX para excluir outras causas; US/RM podem mostrar espessamento capsular/ligamento coracoumeral, mas o diagnóstico é clínico.
Conduta (linha geral): Analgesia e AINEs, fisioterapia com alongamentos graduais, corticóide intra-articular (atenção ao controle glicêmico), hidrodilatação; refratários: manipulação sob anestesia ou liberação capsular artroscópica. Em diabéticos, a resposta tende a ser menor e o tempo de reabilitação maior. Diretrizes e sumários: UpToDate, AAOS/OrthoInfo, BESS.
Dica de prova: Palavras-chave: “diabetes” + “pior prognóstico” + “associação com Dupuytren/trigger finger”. Desconfie de alternativas com “leve” ou “rara associação”.
Referências sucintas: UpToDate (Adhesive capsulitis), AAOS OrthoInfo, revisões em J Shoulder Elbow Surg e meta-análises sobre DM e piores desfechos.
Gabarito: D
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