Após uma fratura de tálus, o sinal de Hawkins surge ao redo...

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Q3125534 Medicina
Após uma fratura de tálus, o sinal de Hawkins surge ao redor da
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Tema central: Sinal de Hawkins após fratura do tálus: banda radiolúcida subcondral no domo do tálus, visível em radiografia, que indica revascularização e, portanto, melhor prognóstico quanto à osteonecrose.

Alternativa correta: A — O sinal costuma surgir por volta da 6ª a 8ª semana (clássico: 7ª semana). Sua presença reflete reabsorção óssea subcondral mediada por hiperemia/reperfusão, sugerindo suprimento sanguíneo preservado. Tem alto valor preditivo negativo para necrose avascular do tálus (presente = baixa chance de necrose). Referências: Rockwood and Green’s Fractures in Adults; UpToDate (Talus fractures); OTA.

Como interpretar na prática: solicitar RX (AP, perfil e mortise) de controle em 6–8 semanas. Presença do sinal = tranquiliza. Ausência não confirma necrose, mas aumenta a suspeita; se dor persistente ou achados duvidosos, considerar RM entre 8–12 semanas para avaliar viabilidade óssea.

Por que as demais estão incorretas?

B (10ª semana, revascularização): o timing está tardio; a janela clássica é 6–8 semanas. Embora possa ser visto além disso, a banca cobra o ponto-chave: 7ª semana.

C (7ª semana, necrose/mau prognóstico): inverte o significado. Hawkins = Hope (esperança): radioluscência subcondral indica fluxo sanguíneo, não necrose.

D (10ª semana, necrose/mau prognóstico): erra o tempo e a interpretação. A necrose costuma cursar com ausência do sinal e pode se manifestar depois como colapso/escorva na imagem.

E (12ª semana, revascularização): tempo demasiado tardio para o conceito cobrado. A resposta consagrada nos manuais é a 7ª semana.

Pegadinhas e estratégias:

- Memorize a mnemônica: Hawkins = Hope (presença = bom sinal).
- O sinal é uma banda radiolúcida difusa no domo, não uma linha de fratura.
- Ausência ≠ necrose obrigatória; apenas aumenta o risco. Use RM se clínica sugerir.
- Contexto: fraturas do colo do tálus (Hawkins I–III) têm risco variável de osteonecrose; o sinal ajuda no seguimento.

Aplicação clínica: acompanhar carga conforme padrão da fratura e fixação; repetir RX em 6–8 semanas para buscar o sinal; se ausente e dor persistente, solicitar RM e ajustar reabilitação. Diretrizes e textos: Rockwood and Green’s, Orthopaedic Knowledge Update, UpToDate.

Gabarito: A

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