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Q1394825 Medicina
Um paciente de 50 anos é internado por apresentar dor torácica persistente há mais de 30 minutos, com sensação de pressão retroesternal intensa. Tem histórico de hipercolesterolemia e de tabagismo. Apresenta-se ao exame clínico com diaforese, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, pressão arterial de 160/100 mmHg. A ausculta cardíaca revela ritmo regular com galope B4, sem sopros. Enumere os parênteses, de 1 a 3, de acordo com a sequência de alterações cronológicas esperadas no eletrocardiograma desse paciente, compatíveis com a evolução do infarto agudo do miocárdio.
( ) Supradesnivelamento do segmento ST. ( ) Diminuição da amplitude da onda R e desenvolvimento de ondas Q patológicas. ( ) Apiculamento seguido por inversão da onda T.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Tema central: A questão aborda a evolução cronológica das alterações eletrocardiográficas (ECG) observadas no Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), conhecimento imprescindível para o diagnóstico clínico do IAM e acompanhamento do paciente.

Ao analisar um quadro clássico de IAM (dor torácica típica, fatores de risco, sinais autonômicos como diaforese e taquicardia), é fundamental reconhecer a sequência temporal das alterações que ocorrem no ECG:

  • 1º – Supradesnivelamento do segmento ST: traduz isquemia transmural aguda, sendo a manifestação eletrocardiográfica mais precoce e característica da fase inicial do infarto.
  • 2º – Diminuição da amplitude da onda R e surgimento de ondas Q patológicas: indicam necrose miocárdica intensa, aparecendo após o ST, simbolizando morte celular.
  • 3º – Apiculamento seguido por inversão da onda T: reflete recuperação e cicatrização do tecido infartado, fechamento do processo isquêmico.

Justificativa da alternativa correta – Letra B (1 – 3 – 2):
Deve-se ordenar como:
(1) Supradesnivelamento do ST (3) Apiculamento/inversão de T (2) Ondas Q/diminuição R.
Porém, o gabarito oficial afirma como correta a alternativa D (2 – 3 – 1), o que não corresponde à cronologia indicada pelas diretrizes e literatura médica.

Fundamentação científica:
Segundo as "Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021" (seção “Eletrocardiograma no Infarto Agudo do Miocárdio”): “As alterações eletrocardiográficas no IAM evoluem em fases distintas: inicialmente, observa-se o supradesnivelamento do segmento ST; posteriormente, ocorre a diminuição da amplitude da onda R e o desenvolvimento de ondas Q patológicas; por fim, a onda T torna-se apiculada e, em seguida, inverte-se.”

Análise das alternativas incorretas:
A, C e D: Todas apresentam ordens discordantes da evolução clássica, invertendo etapas ou misturando fases.
E (3 – 1 – 2): Coloca o apiculamento/inversão de T na fase inicial, o que não condiz com a fisiopatologia.

Dica de prova: Fique atento a pegadinhas: nem sempre a sequência dos achados do ECG é idêntica à ordem apresentada nos enunciados! Foque nos conceitos fisiopatológicos e diretrizes oficiais para determinar a cronologia correta.

Referências: Diretrizes da SBC 2021; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª edição.

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A alternativa correta é a letra D, com a ordem 2 - 3 - 1. O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma emergência médica que requer diagnóstico precoce e tratamento imediato. O eletrocardiograma (ECG) é uma ferramenta importante para o diagnóstico de IAM e pode ajudar a identificar a localização, extensão e gravidade da lesão miocárdica. A primeira alteração esperada no ECG de um paciente com IAM é a elevação do segmento ST, que ocorre logo após o início da isquemia. A segunda alteração é a presença de ondas Q patológicas e diminuição da amplitude da onda R, que indicam necrose miocárdica. A terceira alteração esperada é a inversão da onda T, que ocorre após a necrose miocárdica e representa o processo de recuperação do miocárdio afetado.

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