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Uma variação anatômica pouco comum da Tetralogia de Fallot é a agenesia da valva pulmonar.
Nestes casos observa-se, com frequência,
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Tema central: A questão aborda a Tetralogia de Fallot (TF) com agenesia da valva pulmonar, uma apresentação rara onde, além das lesões clássicas (CIA, estenose pulmonar, aorta cavalgante e hipertrofia de VD), ocorre ausência (ou hipoplasia acentuada) da valva pulmonar. Isso leva a repercussões clínicas particulares na circulação pulmonar e vias aéreas.
Justificativa – Alternativa Correta (D): “Artérias pulmonares muito dilatadas, podendo causar compressão brônquica.”
Na TF com agenesia de valva pulmonar, a ausência de obstáculos à passagem do sangue para o leito pulmonar resulta em regurgitação pulmonar livre. Esse fluxo anômalo causa dilatação aneurismática tanto do tronco quanto dos ramos das artérias pulmonares. A proximidade dessas artérias aos brônquios principais resulta na compressão extrínseca das vias aéreas, prejudicando a ventilação e predispondo a sintomas respiratórios graves, incluindo infecções recorrentes e dispneia. Revisões clínicas e diretrizes destacam esse achado como diagnóstico central dessa variação (vide obras como Nelson Tratado de Pediatria e revisões do UpToDate).
Análise das alternativas incorretas:
A) ramos pulmonares de pequeno calibre:
Errado. O habitual, justamente, é a dilatação significativa dos ramos pulmonares, não o pequeno calibre.
B) abundantes colaterais aortopulmonares:
Essas colaterais podem acontecer em formas clássicas da TF com hipoplasia pulmonar severa, mas não é a característica marcante na agenesia de valva. O predominante é dilatação das artérias pulmonares.
C) ausculta cardíaca demonstrando B2 hiperfonética:
A B2 pode ser atenuada em quadros com agenesia de valva pulmonar devido à severa insuficiência da valva e à ausência de obstrução.
E) anomalias do arco aórtico:
Pode haver associação, mas não é a alteração fisiopatológica mais característica dessa variação. O achado principal continua sendo o acometimento das artérias pulmonares.
Orientação estratégica: Para questões como esta, identifique o mecanismo fisiopatológico central (dilatação arterial → compressão brônquica) e descarte alternativas que desviam do quadro típico ou confundem achados secundários.
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