A imunofenotipagem, com a utilização da citometria de fluxo,...
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A questão aborda o uso da imunofenotipagem por citometria de fluxo no diagnóstico de doenças hematológicas malignas, com foco na identificação de marcadores celulares específicos de linhagens celulares, como as células B.
Alternativa Correta: E - CD22
O marcador CD22 é altamente associado à linhagem de células B. Ele é uma glicoproteína expressa na superfície das células B maduras e desempenha um papel crucial na regulação da função dessas células. A detecção do CD22 é comum em leucemias linfoblásticas agudas de linhagem B, auxiliando no diagnóstico diferencial e na definição do tipo de leucemia.
Alternativas Incorretas:
A - CD1: Este marcador é associado a células T tímicas e células dendríticas, não sendo específico para a linhagem B. Portanto, sua presença não indicaria uma relação direta com células B.
B - CD3: O CD3 é um marcador associado ao complexo do receptor de células T (TCR) e está presente em todas as células T maduras. Não está relacionado a células B, o que torna essa alternativa incorreta para a questão.
C - CD4: Este marcador é típico de um subgrupo de células T, conhecidas como células T auxiliares. Embora seja crucial no sistema imunológico, não está relacionado à linhagem de células B.
D - CD8: Similar ao CD4, o CD8 é um marcador de células T, especificamente as células T citotóxicas. Não é um marcador de células B, portanto, não se aplica à questão proposta.
Nessa questão, é fundamental reconhecer a importância dos marcadores celulares na imunofenotipagem para o diagnóstico preciso de doenças hematológicas. A citometria de fluxo é uma ferramenta poderosa que permite a análise simultânea de múltiplos marcadores celulares, oferecendo informações valiosas sobre a linhagem e o estágio de diferenciação das células.
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CD22
Identifica um heterodímero constituído de glicoproteínas de membrana. É um antígeno B restrito e aparece no citoplasma em estágio pré-B e na superfície de células em repouso e maduras. A expressão desaparece quando as células são ativadas. O CD22 segue-se ou acompanha a expressão de IgM de superfície e precede ou acompanha IgD de superfície. Aproximadamente 80% das células TdT positivas de medula óssea e 95% das células B periféricas expressam CD22.
O padrão de expressão nas neoplasias de células B é heterogêneo. A maioria das leucemias linfocíticas agudas, linfomas não-Hodgkin, leucemia tipo hairy cell e leucemia prolinfocítica exprimem CD22 de superfície ou citoplasmático. A leucemia linfocítica crônica, a macroglobulinemia de Waldenström e o linfoma com diferenciação plasmocitóide exprimem percentual variável de CD22, que, entretanto está ausente no mieloma múltiplo, constituindo, portanto, um marcador importante para diferenciar células B e T.
Os marcadores CD1, CD2, CD3, CD4, CD5, CD7 e CD8, estão altamente relacionados à linhagem de células T.
As moléculas CD10, CD22, Ig, CD20 e CD21 são expressos seqüencialmente na superfície das células B. Analogamente ao antígeno CD3 em células T, os antígenos CD22 e CD79 são determinantes encontrados no citoplasma e superfície celular e, portanto, específicos para células B.
CD1A
Este antígeno é encontrado em timócito cortical comum – estágio II (forte reatividade), células dendríticas, células interdigitantes e de Langerhans. É usado normalmente para definir estágio no timócito, diagnóstico das histiocitoses e na caracterização de leucemias e linfomas.
CD3
É não covalente, está associado ao polimórfico TCR α/β e interage com o heterodímero TCR γ/δ. O antígeno CD3 determina linhagem específica de linfócitos T e sua expressão no citoplasma (cCD3) caracteriza timócito/célula T imatura e, quando na membrana, o linfócito T maduro.
Os anticorpos antiCD3 são úteis para sondar a região constante dos receptores de células T, que se expressam exclusivamente nos linfócitos T imunocompetentes, no monitoramento de imunodeficiência, doenças auto-imunes e nas leucemias e linfomas.
CD4
O antiCD4 apresenta reatividade com subpopulação de linfócitos T (helper/inducer) e monócitos/macrófagos. O CD4 tem papel nas interações entre células T-T, T-B ou T-macrófago, via reconhecimento da molécula Major Histocompatibility Complex (MHC) classe II. As células T-helper são essenciais para a indução da diferenciação dos linfócitos B e para o desenvolvimento das células T supressoras na modulação da resposta imune.
A determinação de células T CD4+ é utilizada no diagnóstico e prognóstico de imunodeficiências, como síndrome DiGeorge (aplasia tímica), agamaglobulinemia e síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids). Em neoplasias T, é útil para caracterizar leucemia/linfoma de células T do adulto, LLA-T, LLC-T, síndrome de Sézary e micose fungóide.
CD8
Os linfócitos T CD8+ funcionam na regulação da resposta imune T e B e também na reação de células T citotóxicas. Esta molécula interage com o TCR como co-receptor para o Major Histocompatibility Complex (MHC), classe I, no reconhecimento antigênico.
A expressão deste fenótipo é encontrada em subpopulação de linfócitos T periféricos (citotóxico/supressor), timócitos e células natural killer. No estudo de neoplasias hematológicas, pode contribuir para caracterizar leucemia/linfoma de células T do adulto, LLA-T e LLC-T. É relatado aumento dos níveis de linfócitos T CD8+ no sangue periférico em infecções pelo vírus Epstein-Barr.
MARCADORES COMUNS DA CELILAS
CELULAS B - CD19,CD20, CD22
CELULAS T - CD3, CD4, CD8
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