Sobre as características da eletroforese de isoenzimas (MLEE...
I. A técnica representa um método de fingerprinting genético robusto.
II. Detecta polimorfismo em regiões codificantes e não codificantes de um gene.
III. Aproximadamente 15% das trocas de aminoácidos são detectadas na média em uma proteína.
Assinale:
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Vamos analisar as afirmativas sobre eletroforese de isoenzimas (MLEE – Multilocus Enzyme Electrophoresis), uma técnica essencial para o estudo de variações genéticas em populações.
I. A técnica representa um método de fingerprinting genético robusto.
Essa afirmativa é correta. A MLEE é amplamente utilizada para caracterizar diferentes espécies e subespécies, identificando variações nos padrões de enzimas que podem refletir diferenças genéticas. Isso a torna um método poderoso e robusto para fingerprinting genético.
II. Detecta polimorfismo em regiões codificantes e não codificantes de um gene.
Essa afirmativa é incorreta. A MLEE foca em enzimas, que são produtos de regiões codificantes do DNA. Portanto, ela não detecta diretamente polimorfismos em regiões não codificantes. Sua principal função é identificar variações alélicas em genes que codificam enzimas.
III. Aproximadamente 15% das trocas de aminoácidos são detectadas na média em uma proteína.
Essa afirmativa é correta. A MLEE é sensível a alterações na carga elétrica das proteínas, que podem ser causadas por mudanças em aminoácidos. A técnica é capaz de detectar uma boa parte das substituições de aminoácidos, e o valor mencionado é uma estimativa razoável da sensibilidade da técnica.
Com base nas análises acima, a alternativa B, que afirma que somente as afirmativas I e III estão corretas, é a resposta apropriada.
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Comentários
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I. Correta. MLEE foi amplamente usada como uma técnica de fingerprinting genético, especialmente antes do advento das técnicas de DNA. Ela permite diferenciar genótipos com base na mobilidade eletroforética de diferentes isoenzimas, sendo considerada robusta dentro do seu contexto histórico e tecnológico.
II. Incorreta. MLEE detecta alterações funcionais em enzimas, ou seja, somente mutações em regiões codificantes que resultam em alterações na sequência de aminoácidos e que afetam a mobilidade eletroforética da enzima. Regiões não codificantes (como íntrons ou regiões regulatórias) não são detectadas por essa técnica.
III. Correta. Essa é uma estatística amplamente citada: apenas cerca de 15% das substituições de aminoácidos causam uma mudança na carga ou conformação da proteína suficiente para ser detectada por MLEE. Isso significa que a técnica subestima a real diversidade genética.
GABARITO - LETRA B
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