Analise o trecho a seguir com atenção, observando as escolh...
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Ano: 2026
Banca:
FURB
Órgão:
Prefeitura de Governador Celso Ramos - SC
Prova:
FURB - 2026 - Prefeitura de Governador Celso Ramos - SC - Assistente de Atividades Administrativas II |
Q4122500
Português
Texto associado
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de
liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que
ver, como experimentar o mundo. Um exercício de
autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso
de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem
o turismo contemporâneo.
Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que
raramente aparecem juntos no debate público: o desejo
individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando
combinados, fica mais claro o que está acontecendo com
o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5
bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas
nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma,
antecipado.
Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de
que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna
mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de
longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o
preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".
Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa
Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker,
coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já
sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é
um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve
exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para
confirmar o que já esperávamos, não para desfazer
expectativas. A viagem, assim, não rompe com o
cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.
Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez
mais treinados e afiados. Destinos já não são
descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são
vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas
e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para
depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente)
para compartilhar.
(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026.
Adaptado.)
Analise o trecho a seguir com atenção, observando as
escolhas feitas pela autora para a construção dos
sentidos, e, em seguida, analise as sentenças:
"A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário. Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados."
I.A palavra destacada em "o reproduz" é um pronome pessoal, tendo como referente o substantivo "cotidiano", substituindo-o.
II.O pronome demonstrativo "isso" foi usado para substituir toda a ideia contida no período anterior, evitando repetições desnecessárias.
III.O pronome pessoal "ela" é completamente desnecessário no contexto, uma vez que ele apenas repete seu referente "viagem", sem estabelecer nenhum efeito de sentido no contexto.
É correto o que se afirma em:
"A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário. Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados."
I.A palavra destacada em "o reproduz" é um pronome pessoal, tendo como referente o substantivo "cotidiano", substituindo-o.
II.O pronome demonstrativo "isso" foi usado para substituir toda a ideia contida no período anterior, evitando repetições desnecessárias.
III.O pronome pessoal "ela" é completamente desnecessário no contexto, uma vez que ele apenas repete seu referente "viagem", sem estabelecer nenhum efeito de sentido no contexto.
É correto o que se afirma em: