Na reconstrução de mama com retalho de reto abdominal (TRAM),

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Q1091219 Medicina
Na reconstrução de mama com retalho de reto abdominal (TRAM),
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a reconstrução mamária com retalho do músculo reto abdominal transverso (TRAM), técnica clássica da cirurgia plástica reconstrutiva pós-mastectomia. O ponto foco é a comparação entre as complicações associadas às técnicas TRAM pediculado e TRAM livre, especialmente quanto ao comprometimento da parede abdominal.

Comentário da alternativa correta (C):

A alternativa C está correta, pois o TRAM livre, ao preservar a maior parte da musculatura e aponeurose anterior do reto abdominal, reduz de forma significativa as complicações como hérnia e abaulamento em relação ao TRAM pediculado. Estudos e revisões sistemáticas (ex: UpToDate, Plastic and Reconstructive Surgery) reforçam que, embora ambos possam apresentar déficits da parede abdominal, o risco é menor no TRAM livre, já que sua colheita pode ser feita minimizando-se a remoção muscular. O retalho DIEP (Deep Inferior Epigastric Perforator) por sua vez, preserva completamente o músculo, trazendo ainda menos complicações de parede abdominal.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta porque o TRAM pode sim ser utilizado em reconstruções imediatas, desde que haja indicação clínica, e não há aumento absoluto de morbidade que contraindique o uso imediato (Manual de Rotinas em Cirurgia Plástica, SBCP).

B) Errada. O TRAM pediculado não está proscrito; ainda é indicado em diversos cenários. O TRAM livre é preferido em alguns casos, mas a escolha depende de fatores individuais e experiência do cirurgião.

D) Incorreta pois cicatrizes de Kocher e Chevron (cicatrizes subcostais) são contraindicações absolutas (e não relativas) para o TRAM pediculado, devido ao comprometimento da vascularização dos vasos epigástricos superiores.

E) Errada. Obesidade, tabagismo e radioterapia prévia aumentam o risco de complicações em qualquer técnica de TRAM, especialmente no bipediculado, e não são indicações para opção bipediculada.

Dica para prova: Atente-se a palavras como “sempre”, “nunca”, “proscrito” — normalmente sugerem alternativas radicais e costumam estar erradas. Priorize a análise crítica e relacione à fisiologia e anatomia cirúrgica envolvidas.

Referências: Manual de Reconstrução Mamária (SBCP, 2020), UpToDate “Overview of flaps for breast reconstruction”.

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A alternativa C, que afirma que o TRAM livre apresenta taxas de defeitos da parede abdominal muito semelhantes às taxas do TRAM pediculado, é a correta. Esta opção de retalho para a reconstrução de mama consiste de um grande avanço na prática médica, pois se trata de um procedimento com menor comprometimento da musculatura reto abdominal. Além disso, a morbidade inerente é menor do que a opção para reconstruções imediatas. Porém é necessário levar em consideração alguns fatores, como cicatrizes de Kocher e Chevron, obesidade, tabagismo e radioterapia prévia, pois são contraindicações relativas.

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