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Q1091212 Medicina
Paciente deu entrada na emergência com história de acidente automobilístico. Ao exame físico, encontrava-se lúcido e orientado, com edema e hematoma periorbitários, hemorragia subconjuntival e nasal, enoftalmia, distopia ocular e incapacidade de movimentação do globo ocular, anestesia local e queixando-se de diplopia.
De acordo com o quadro clínico, o diagnóstico provável é
Alternativas

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Tema central da questão: Trata-se do diagnóstico diferencial das fraturas faciais, especialmente aquelas envolvendo o complexo zigomático-orbitário. Identificar as manifestações clínicas típicas destas lesões é essencial para o médico cirurgião plástico, principalmente em contextos de politrauma.

Justificativa para a alternativa correta (C): O caso clínico descreve edema e hematoma periorbitários, hemorragia subconjuntival, enoftalmia (afundamento do globo ocular), distopia ocular (desalinhamento visual), incapacidade de movimentação do globo ocular, anestesia local e diplopia. Estes sinais são característicos das fraturas do complexo zigomático, que afetam múltiplas estruturas: assoalho e parede lateral da órbita, processo frontal do zigomático, arco zigomático e parede lateral maxilar.

Segundo Piedade et al., “as fraturas do complexo orbito zigomático podem cursar com edema, equimose, enoftalmia e alterações visuais, destacando a importância do reconhecimento precoce dessa condição”. Além disso, diplopia e anestesia na região suborbital são achados frequentemente associados à lesão do nervo infraorbital, típico do trauma nessa topografia.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Fratura nasal: Provoca epistaxe, deformidade e dor/localização restrita ao nariz; raramente causa enoftalmia, diplopia ou anestesia infraorbital.

B) Fratura Tipo Lefort I: Afeta a base do maxilar superior, geralmente associada a mobilidade do palato e má oclusão dentária. Edema periorbitário acentuado, complicações oculares e anestesia infraorbital não são típicos.

D) Fratura de região frontal: Envolve a glabela e os seios frontais, podendo causar afundamento ósseo e alterações na região frontal, mas não explica enoftalmia ou diplopia.

E) Fratura de maxila: Termo genérico pouco específico; quadros clássicos de traumatismo maxilar importante (como Lefort II ou III) cursam com mobilidade facial extensa, mas não isoladamente com as alterações orbitárias descritas.

Estratégia de prova: Atenção aos sinais orbitários combinados (enoftalmia, distopia, diplopia + anestesia local), pois comprometem áreas anatômicas próximas ao zigoma. Alternativas podem confundir por nomes amplos ou pouco precisos – foque no quadro clínico global descrito.

Referência: Conforme citado, Piedade et al., destacam o reconhecimento destas lesões como essencial na literatura cirúrgica (ver trecho inicial).

Resumo: O quadro apresentado é típico de fratura do complexo zigomático, alternativa C.

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Pela descrição dos sintomas apresentados, o paciente provavelmente sofreu uma fratura da região zigomática, o que é indicado pelos edemas e hematomas periorbitários, hemorragia subconjuntival e nasal, enoftalmia, distopia ocular e incapacidade de movimentação do globo ocular, além da anestesia local e diplopia. A resposta correta é a alternativa C. As outras opções apresentadas não explicam adequadamente os sintomas e sinais descritos para a condição do paciente. É importante que o aluno compreenda que o diagnóstico correto é crucial para a escolha do tratamento adequado e para garantir a recuperação do paciente.

A ALTERNATIVA CORRETA É: C) FRATURA DA REGIÃO ZIGOMÁTICA.

Justificativa: O quadro clínico apresentado sugere uma fratura da região zigomática, que é frequentemente associada aos sintomas descritos:

  • Edema e hematoma periorbitários e hemorragia subconjuntival, que são comuns em fraturas que envolvem a órbita e região do zigoma.
  • Enoftalmia (afundamento do olho) e distopia ocular (desalinhamento do olho) são sinais típicos de fraturas que afetam a órbita, como nas fraturas do arco zigomático.
  • Incapacidade de movimentação do globo ocular e anestesia local (provavelmente devido à compressão do nervo infraorbitário) também indicam envolvimento da região do zigoma ou das paredes orbitárias.
  • Diplopia (visão dupla) é um sintoma comum quando há lesão nos músculos extraoculares, que pode ocorrer em fraturas que afetam o arco zigomático ou as paredes orbitárias.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Fratura nasal.
  • Incorreta. Embora fraturas nasais possam estar associadas a hematomas e sangramentos, não causam enoftalmia ou distopia ocular, que são mais característicos de fraturas orbitárias e zigomáticas.
  • B) Fratura Tipo LeFort I.
  • Incorreta. A fratura LeFort I envolve a porção inferior da maxila, mas não está diretamente associada a sintomas como enoftalmia e distopia ocular. As fraturas LeFort são mais relacionadas a deslocamentos da maxila e podem causar alteração da oclusão dentária, não os sintomas orbitais descritos.
  • D) Fratura de região frontal.
  • Incorreta. Fraturas na região frontal podem causar hematomas e sinais neurológicos, mas não estão tipicamente associadas a enoftalmia, distopia ocular e diplopia. Esses sinais são mais comuns em fraturas da região orbital e zigomática.
  • E) Fratura de maxila.
  • Incorreta. Embora as fraturas de maxila possam ocorrer em traumas faciais, elas não são tão tipicamente associadas aos sintomas de enoftalmia e distopia ocular que estão mais presentes nas fraturas da região zigomática.

EM RESUMO:

O quadro clínico é sugestivo de uma fratura da região zigomática, com envolvimento da órbita, resultando em enoftalmia, distopia ocular, diplopia, e outros sinais orbitais.

PONTOS CHAVE:

  • Fraturas de região zigomática são frequentemente associadas a efeitos diretos na órbita, causando sintomas como enoftalmia, distopia ocular, diplopia e hemorragia subconjuntival.

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