Nas reconstruções de membro inferior, é fundamental o conhe...
Dentre os principais retalhos usados nas reconstruções de membro inferior, o retalho
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Tema central: O tema desta questão é retalhos para reconstrução do membro inferior, conhecimento indispensável ao cirurgião plástico que lida com traumas, queimaduras ou ressecções tumorais extensas em membros inferiores. A escolha do retalho é baseada na localização do defeito, viabilidade vascular e minoração de sequelas funcionais e estéticas.
Justificativa da alternativa correta (A):
O retalho fasciocutâneo de panturrilha descrito por Pontén é consagrado para coberturas de defeitos proximais da perna, especialmente quando exposições ósseas ou de tendões impedem uso de enxerto simples. Este retalho, por sua extensão e vascularização, requer enxertia de pele na área doadora, principal aspecto clínico que confirma a alternativa correta.
De acordo com obra clássica da área (“Grabb & Smith’s Plastic Surgery”, 8ª ed.), a técnica de Pontén permitiu melhores opções locais para coberturas antes possíveis somente por retalhos musculares, consolidando-se pelo excelente perfil de morbidade.
Análise das alternativas incorretas:
B) O retalho sural não é baseado na artéria sural e sim na artéria peroneal, e cobre bem defeitos distais da perna, tornozelo e dorso do pé. O erro está em limitar seu alcance ao terço médio.
C) O retalho fasciocutâneo dorsal do pé é versátil e pode ser utilizado de forma local e também livre, o que invalida a assertiva (“apenas como retalho livre” está incorreto).
D) O miocutâneo plantar medial tem limitações anatômicas e funcionais — não é considerado versátil, sendo usado preferencialmente para pequenas áreas do calcanhar.
E) O retalho de gastrocnêmio (tipo II) é excelente para coberturas no terço proximal e médio da perna, mas não atinge adequadamente o terço distal, tornando a alternativa errada.
Estratégia de prova: Atente para detalhes anatômicos de áreas de aplicação, vascularização do retalho e menção à área doadora. Alternativas podem usar termos ambíguos como “versátil”, que requerem atenção às limitações reais de cada técnica.
Referência: “Grabb & Smith’s Plastic Surgery”, Mathes & Nahai – “Classification of muscle flaps”, além dos consensos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
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