Chega, ao ambulatório, uma criança de 2 anos, trazida pelos...
Considerando esse caso clínico e as recomendações sobre reconstrução de pavilhão auricular, o procedimento a ser seguido é
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Tema central: A questão aborda a microtia unilateral sem atresia de canal auditivo externo em criança de 2 anos, enfocando as recomendações para reconstrução auricular segundo as classificações e técnicas consagradas na cirurgia plástica.
Justificativa da alternativa correta (E):
A técnica de Nagata é reconhecida internacionalmente na reconstrução de microtia, sendo realizada em dois estágios e usando a fáscia temporal profunda (com seus vasos sanguíneos) para dar projeção e vascularização ao arcabouço cartilaginoso da orelha. Isso resulta em um contorno mais natural e previsibilidade estética. Segundo Nagata (1993), “a fáscia temporal profunda é utilizada para cobertura do arcabouço, proporcionando melhor definição da concha e trago”. Portanto, o procedimento descrito na alternativa E está correto e alinhado com boas práticas e literatura de referência.
Análise das alternativas incorretas:
A) A classificação Tanzer IIA refere-se à ausência parcial da orelha, mas a questão relata apenas microtia unilateral, sem detalhar ausência parcial com estruturas remanescentes, o que pode induzir ao erro. Confundir tipo exato da classificação prejudica a conduta cirúrgica adequada.
B) Não é indicado iniciar exames pré-operatórios aos 3 anos. A reconstrução auricular geralmente é planejada a partir dos 8-10 anos, quando há desenvolvimento torácico suficiente para a coleta de cartilagem costal (UpToDate: “Auricular reconstruction is usually delayed until age 8–10 years.”).
C) A orelhas proeminentes ou “de abano” configuram o Tipo V de Tanzer, situação distinta de microtia (hipoplasia ou malformação da orelha). Tratar microtia como orelha proeminente é um erro conceitual relevante.
D) Nenhuma das técnicas consagradas (Nagata, Brent) é realizada em único tempo cirúrgico, tampouco com prótese de silicone em crianças pequenas por risco elevado a complicações. O protocolo correto preconiza múltiplos estágios na maioria dos casos.
Estratégias para a prova:
Atenção a termos específicos como “idade ideal” e classificações. Sempre busque associar o quadro clínico à técnica ou protocolo recomendado pelas diretrizes e consensos científicos.
Referências: Nagata S. The Journal of Plastic and Reconstructive Surgery (1993); UpToDate – “Management of microtia and external ear canal atresia in children”.
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