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Q1091208 Medicina
Chega, ao ambulatório, uma criança de 2 anos, trazida pelos pais, com microtia, sem atresia de canal auditivo externo, unilateral.
Considerando esse caso clínico e as recomendações sobre reconstrução de pavilhão auricular, o procedimento a ser seguido é
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a microtia unilateral sem atresia de canal auditivo externo em criança de 2 anos, enfocando as recomendações para reconstrução auricular segundo as classificações e técnicas consagradas na cirurgia plástica.

Justificativa da alternativa correta (E):
A técnica de Nagata é reconhecida internacionalmente na reconstrução de microtia, sendo realizada em dois estágios e usando a fáscia temporal profunda (com seus vasos sanguíneos) para dar projeção e vascularização ao arcabouço cartilaginoso da orelha. Isso resulta em um contorno mais natural e previsibilidade estética. Segundo Nagata (1993), “a fáscia temporal profunda é utilizada para cobertura do arcabouço, proporcionando melhor definição da concha e trago”. Portanto, o procedimento descrito na alternativa E está correto e alinhado com boas práticas e literatura de referência.

Análise das alternativas incorretas:

A) A classificação Tanzer IIA refere-se à ausência parcial da orelha, mas a questão relata apenas microtia unilateral, sem detalhar ausência parcial com estruturas remanescentes, o que pode induzir ao erro. Confundir tipo exato da classificação prejudica a conduta cirúrgica adequada.

B) Não é indicado iniciar exames pré-operatórios aos 3 anos. A reconstrução auricular geralmente é planejada a partir dos 8-10 anos, quando há desenvolvimento torácico suficiente para a coleta de cartilagem costal (UpToDate: “Auricular reconstruction is usually delayed until age 8–10 years.”).

C) A orelhas proeminentes ou “de abano” configuram o Tipo V de Tanzer, situação distinta de microtia (hipoplasia ou malformação da orelha). Tratar microtia como orelha proeminente é um erro conceitual relevante.

D) Nenhuma das técnicas consagradas (Nagata, Brent) é realizada em único tempo cirúrgico, tampouco com prótese de silicone em crianças pequenas por risco elevado a complicações. O protocolo correto preconiza múltiplos estágios na maioria dos casos.

Estratégias para a prova:
Atenção a termos específicos como “idade ideal” e classificações. Sempre busque associar o quadro clínico à técnica ou protocolo recomendado pelas diretrizes e consensos científicos.

Referências: Nagata S. The Journal of Plastic and Reconstructive Surgery (1993); UpToDate – “Management of microtia and external ear canal atresia in children”.

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No caso clínico apresentado, a criança tem microtia sem atresia de canal auditivo externo unilateral. Para reconstrução do pavilhão auricular, a recomendação é tratar a orelha proeminente como do tipo V, de acordo com a classificação de Tanzer para defeitos auriculares (alternativa C). Isso significa que a reconstrução deve levar em conta a projeção da orelha e a formação da concha, que são as principais estruturas ausentes na microtia. A idade ideal para correção de defeitos auriculares é aos 6 anos, mas pode ser feita a partir dos 3 anos. A reconstrução pode ser feita com cartilagem costal ou prótese de silicone, em um único tempo cirúrgico. A técnica descrita por Nagata, de uso da fáscia temporal profunda, também pode ser usada na reconstrução da orelha, mas não é a primeira opção no caso apresentado.

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