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Q4237452 Medicina
Menina, 6 anos de idade, apresenta telarca bilateral progressiva e aceleração da velocidade de crescimento. O exame físico mostra desenvolvimento mamário estágio M2 e a estatura no z-score +3 para a idade. Exame neurológico é normal. Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada. 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Menina de 6 anos com telarca bilateral progressiva e aceleração do crescimento apresenta quadro compatível com puberdade precoce central; nessa faixa etária, deve-se excluir lesão orgânica do SNC com ressonância magnética, mesmo com exame neurológico normal.

Tema central: Puberdade precoce central
Análise das alternativas
A
Errada
Cariótipo não é a investigação inicial adequada para telarca progressiva com aceleração do crescimento. O problema fisiopatológico sugerido pelo quadro é ativação precoce do eixo gonadotrófico, não distúrbio cromossômico ou condição genética específica. Faltam achados que sustentem indicação genética direcionada.
B
Errada
A dosagem de hormônio do crescimento não responde ao quadro clínico apresentado. O crescimento acelerado, quando ocorre junto com telarca progressiva, é explicado de forma mais direta por estrogenização puberal do que por excesso de GH. O achado que direciona a investigação é o desenvolvimento mamário progressivo, portanto a hipótese principal é puberdade precoce central, não gigantismo hipofisário.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o quadro não sugere telarca prematura isolada, e sim processo puberal verdadeiro: há progressão mamária e crescimento acelerado, achados que indicam exposição estrogênica efetiva. Em menina de 6 anos, isso exige investigação de etiologia central orgânica, e o exame capaz de cumprir essa etapa é a ressonância magnética de SNC. O exame neurológico normal não exclui lesão hipotalâmico-hipofisária nesse contexto.
D
Errada
O ultrassom pélvico pode ser exame complementar para mostrar efeito estrogênico em útero e ovários, mas não exclui a causa central orgânica que é o risco etiológico decisivo neste cenário. Diante de puberdade precoce central progressiva em idade precoce, a prioridade é neuroimagem do SNC, não avaliação pélvica isolada.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que exame neurológico normal dispensa ressonância e interpretar a estatura muito alta como motivo para investigar GH, quando o conjunto telarca progressiva + crescimento acelerado aponta primeiro para puberdade precoce central.
Dica para questões semelhantes
  • Telarca isolada benigna tende a não ser progressiva nem cursar com aceleração importante do crescimento; se há progressão e crescimento acelerado, pense em processo puberal ativo.
  • Em menina com puberdade precoce de início mais precoce, especialmente aos 6 anos ou abaixo, a investigação deve incluir exclusão de lesão do SNC por ressonância.
  • Exame neurológico normal não afasta etiologia central na puberdade precoce.
  • Ultrassom pélvico confirma estrogenização, mas não substitui a neuroimagem quando a questão cobra investigação etiológica central.

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