“[...] Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda G...

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Q3794350 Português
Procuram-se jumentos! 

    Quando Dom Pedro I deu o brado retumbante, ele estava montado em um jumento. Quase dois milênios antes, Jesus Cristo também teria montado em um para entrar em Jerusalém pela primeira vez. Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.

    Os bichos que chamamos de jumento (e de jegue ou de asno) são o Equus africanus asinus, uma subespécie de Equus africanus domesticada há 7 mil anos. São primos distantes da zebra e dos cavalos – até 2 milhões de anos atrás, todos compartilhavam um mesmo ancestral.

    Os jumentos viraram pets antes mesmo dos cavalos, cuja domesticação ocorreu há pouco menos de 5 mil anos. E fazia todo sentido: embora menores, os jumentos são mais resistentes.

     Do lado de cá do Atlântico, eles vieram com os europeus durante a colonização. Logo se tornaram o principal meio de transporte dos tropeiros, carregando mercadorias entre o litoral e as missões de expansão para o interior do País. [...]

      Existe uma caça aos jumentos em curso. Um mercado bilionário promove o abate em busca da sua pele. Muitos acabam traficados por uma pechincha e são mortos sem nenhum tipo de cuidado com higiene ou bem-estar animal.

Fonte: Revista Superinteressante. Adaptado
“[...] Napoleão, expedicionários da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais e até o fictício Sancho Pança dependiam do animal.” (1º parágrafo).
Analisar o uso da palavra sublinhada no segmento acima.
Considerando o contexto em que se insere e a sua função na progressão textual, é CORRETO afirmar que ela estabelece uma relação semântica de: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No trecho, "animal" retoma e engloba os referentes anteriormente mencionados no campo semântico de jumento/asno/jegue, funcionando como termo mais geral em relação ao referente específico. Isso caracteriza relação de hiperonímia, razão pela qual a alternativa C sustenta o gabarito oficial.

Tema central: Hiperonímia textual
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque sinonímia exige equivalência aproximada de sentido entre os termos. "Animal" não significa "jumento"; é vocábulo mais abrangente que apenas inclui jumento em sua extensão semântica.
B
Errada
Está errada porque antonímia pressupõe oposição de sentidos. Não há contraste semântico entre "animal" e "jumento"; há relação de inclusão entre termo geral e termo específico.
C
Certa
A alternativa C está correta porque "animal" funciona como termo genérico que abrange o referente específico mencionado antes no texto. Não há equivalência de sentido, mas relação entre classe mais ampla e elemento nela incluído. Na progressão textual, essa retomada por termo mais geral é mecanismo de coesão referencial por hiperonímia.
D
Errada
Está errada porque hiponímia é a relação do termo específico em face de um termo geral. No trecho, a palavra sublinhada é "animal", que é o termo mais amplo. A alternativa inverte a direção correta da relação semântica.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: tomar a retomada do mesmo referente discursivo como se fosse sinonímia e inverter hiperonímia com hiponímia.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se a palavra retomada é mais geral ou mais específica que o termo anterior.
  • Se o novo termo engloba o anterior, há hiperonímia; se é o termo incluído em um mais amplo, há hiponímia.
  • Não confunda coesão referencial com sinonímia: dois termos podem apontar para o mesmo referente no texto sem terem o mesmo sentido.

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