Considerando que será ofertada dieta pré-parto, no dia da i...

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Q4237443 Medicina

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Primigesta, 39 anos de idade, é admitida com 40 semanas de gravidez para indução de parto. Apresenta antecedente de hipertensão arterial crônica, controlada atualmente com metildopa 1,5 g por dia e diabetes gestacional em uso de insulina NPH 12 unidades antes do café da manhã, 6 unidades na hora do almoço e 6 unidades às 22 horas (12-6-0-6) e insulina regular 4 unidades no café da manhã, 4 unidades no almoço e 2 no jantar (4-4-2-0). Ao exame inicial, apresenta bom estado geral, corada, normotensa e normocárdica, altura uterina de 38 cm, cefálico, BCF presente de 148 bpm, colo médio, medianizado, com 4 cm. 

Considerando que será ofertada dieta pré-parto, no dia da indução, qual deve ser a prescrição de insulina?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No dia da indução do parto, em gestante com diabetes gestacional em esquema basal-bolus e dieta pré-parto de ingestão variável, deve-se reduzir de forma importante a insulina basal NPH e evitar insulina prandial fixa, usando regular apenas conforme glicemia capilar; isso torna a alternativa com NPH reduzida e regular sob correção a conduta compatível com o caso.

Tema central: Insulina na indução do parto
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A aplica o princípio central do manejo intraparto/periparto do diabetes em uso de insulina: não manter o esquema ambulatorial completo no dia da indução, porque a ingestão alimentar e a necessidade insulínica tornam-se variáveis. A NPH, como componente basal, é mantida apenas em dose reduzida para evitar perda total da cobertura basal, enquanto a insulina regular não deve seguir em doses prandiais fixas nesse contexto e passa a ser usada sob correção conforme glicemia capilar. Isso reduz o risco de hipoglicemia materna sem abandonar o controle da hiperglicemia.
B
Errada
Está errada porque mantém insulina regular em doses fixas e reduz apenas parcialmente o esquema total. No dia da indução/trabalho de parto, a alimentação é variável, então bolus prandial programado aumenta risco de hipoglicemia. O erro decisivo não é apenas a quantidade, mas manter regular fixa em vez de correção conforme glicemia capilar.
C
Errada
Está errada porque preserva integralmente a NPH habitual no contexto periparto, o que aumenta o risco de hipoglicemia. Acrescentar SG 5% não corrige o problema de manter insulina basal em excesso nem substitui o ajuste do esquema. O critério médico aqui é que o esquema habitual completo não deve ser mantido no dia da indução/parto.
D
Errada
Está errada porque retira toda a cobertura basal e deixa apenas insulina regular corretiva. No periparto, a estratégia não é suspender toda insulina programada, mas manter alguma dose basal reduzida. Eliminar completamente a NPH ignora a necessidade de componente basal e pode piorar o controle glicêmico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre haver dieta pré-parto e poder manter o esquema basal-bolus quase como no ambulatório. O ponto decisivo é que, na indução, a ingestão é imprevisível: mantém-se basal reduzida e não se mantém regular prandial fixa.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta for sobre dia de indução ou trabalho de parto, pense em mudança da necessidade insulínica em relação ao esquema ambulatorial.
  • Separe mentalmente basal de prandial: no periparto, costuma-se manter alguma basal reduzida e suspender bolus fixo.
  • Oferta de dieta pré-parto não autoriza repetir automaticamente as doses habituais de insulina regular.
  • Desconfie de alternativas que mantêm esquema completo ou que suspendem toda a insulina basal; o manejo seguro fica entre esses extremos, com monitorização glicêmica e correção.

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