Gestante, 30 anos de idade, 30 semanas de gravidez, com ant...

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Q4237441 Medicina
Gestante, 30 anos de idade, 30 semanas de gravidez, com antecedente de prolapso de valva mitral diagnosticado na infância, comparece no pronto atendimento com queixa de taquicardia. Está muito preocupada com o bem-estar de seu bebê. Refere que tem tido cansaço a esforços pequenos, como caminhar no plano, e sente “o coração disparado” com muita frequência. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, descorada 1+, PA de 108×70 mmHg, FC de 108 bpm, IMC de 38,2 kg/m2 , bulhas rítmicas normofonéticas com sopro sistólico ejetivo aórtico 2+/6+, murmúrios vesiculares sem ruídos adventícios. Abdome gravídico, altura uterina de 32 cm, BCF presente de 146 bpm. Diante da anamnese e exame clínico, a hipótese diagnóstica principal é de
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Em gestante de 30 semanas, a combinação de descoramento, cansaço aos pequenos esforços, taquicardia sinusal leve (FC 108 bpm) e sopro sistólico ejetivo discreto favorece anemia sintomática como hipótese principal, e não valvopatia obstrutiva ou arritmia documentada.

Tema central: Anemia na gestação
Análise das alternativas
A
Errada
Estenose aórtica não é a melhor hipótese porque o exame mostra apenas sopro sistólico ejetivo discreto, sem elementos de valvopatia aórtica obstrutiva relevante ou repercussão hemodinâmica específica. Além disso, há explicação mais coerente para o sopro: hiperfluxo por gestação/anemia. O antecedente dado é de prolapso de valva mitral, que não sustenta estenose aórtica nem explica esse quadro como hipótese principal.
B
Certa
A alternativa B é a melhor resposta porque o enunciado reúne achados compatíveis com estado hiperdinâmico por anemia na gestação: palidez, intolerância ao esforço e taquicardia com ritmo regular. O sopro sistólico ejetivo discreto pode ser funcional por hiperfluxo, sem indicar necessariamente estenose aórtica. O antecedente de prolapso de valva mitral é distrator e não explica o quadro atual.
C
Errada
Arritmia supraventricular não é sustentada pelos dados objetivos. O exame mostra bulhas rítmicas e FC de 108 bpm, compatível com taquicardia sinusal leve. Faltam características típicas de taquiarritmia supraventricular, como episódios paroxísticos de início e término abruptos e frequência geralmente mais elevada. Palpitação isolada não documenta arritmia.
D
Errada
Transtorno de ansiedade é inadequado como hipótese principal porque há sinais orgânicos que explicam os sintomas, especialmente palidez, intolerância ao esforço e sopro de hiperfluxo. Neste contexto, atribuir o quadro primariamente à ansiedade ignora um mecanismo clínico objetivo já sugerido pelo exame.
Pegadinha da questão
A banca mistura antecedente de prolapso valvar mitral e presença de sopro sistólico para induzir raciocínio de cardiopatia estrutural, quando o dado decisivo é o conjunto palidez + taquicardia sinusal leve + cansaço aos esforços, compatível com anemia e sopro funcional de hiperfluxo na gestação.
Dica para questões semelhantes
  • Em gestante com palpitação, diferencie taquicardia sinusal compensatória de arritmia: frequência pouco elevada e ritmo regular favorecem causa fisiológica ou sistêmica.
  • Valorize palidez associada a fadiga aos esforços e taquicardia; esse conjunto aponta para anemia antes de fechar diagnóstico psiquiátrico ou valvar.
  • Nem todo sopro sistólico ejetivo em gestante indica valvopatia: sopro discreto pode ser funcional por hiperfluxo.
  • Antecedente cardíaco remoto só muda a hipótese principal quando conversa com os achados atuais; aqui, o prolapso mitral é distrator.

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